Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Livros

Leia não para contradizer nem para acreditar, mas para ponderar e considerar.

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Alguns livros são para serem degustados, outros para serem engolidos, e alguns poucos para serem mastigados e digeridos. A leitura torna o homem completo, as preleções dão-lhe prontidão, e a escrita torna-o exato. Francis Bacon (1597)

Os livros são com toda a certeza o melhor meio de cultura que temos ao nosso dispor. É certo que hoje em dia há alternativas, nomeadamente, os meios audiovisuais: cinema, rádio, televisão, internet. Mas para além da cultura, do conhecimento e da informação, os livros também nos podem divertir aumentando as nossas opções lúdicas.

É o caso dos romances e da ficção. Trata-se de histórias inventadas com mais ou menos interesse consoante o talento do autor. Vargas Llosa (VL) diz-nos que: “A vida que as ficções descrevem não é nunca a que realmente viveram os que as inventaram, escreveram, leram e apreciaram, mas a fictícia, a que tiveram de criar artificialmente… A ficção é uma mentira que encobre uma profunda verdade; é a vida que não foi…” Na maioria dos casos os autores de ficção criam um mundo cor de rosa com histórias de vidas de sucesso com um final feliz.

O objetivo é tentar distrair os leitores dos seus problemas do dia a dia e ir ao encontro dos seus sonhos. Há grandes nomes da literatura que foram famosos romancistas como é o caso de Ernest Hemingway, Albert Camus, Philip Roth, F. Scott Fitzgerald, Gabriel Garcia Márquez, Dostoiévski, Franz Kafka, Marcel Proust, Umberto Eco, Tolstói, e os portugueses Camilo de Castelo Branco, Eça de Queiroz, Júlio Diniz, Agustina Bessa-Luis, José Saramago.

Diferentes das ficções/romances são as biografias ou memórias, que nos relatam as vidas, ou alguns dos seus aspetos mais importantes, dos biografados. Podem ser escritas pelo próprio, como por exemplo “Uma Terra Prometida” autobiografia de Barack Obama, ou através de um autor oficial escolhido pelo biografado ou pela família como no caso da história de vida de Churchill escrita por Martin Gilbert, ou mesmo por um autor não reconhecido pelo próprio nem pela família, designada biografia não autorizada, como acontece com o livro “O Poço e a Estrada” biografia de Agustina Bessa-Luís escrita por Isabel Rio Novo.

Claro que o interesse, a importância e o sucesso das biografias depende da relevância do biografado. Compreende-se que as biografias de personalidades como Churchill, Nelson Mandela, Gandhi, John Kennedy, Gorbatchov, Obama, pelo seu papel e exemplo não só nos seus países, mas no mundo, terão um interesse muito relevante e despertam a curiosidade do leitor. As biografias de pintores (Picasso, Renoir), escritores (Miguel Torga, Jorge Amado), músicos (Mozart, Beethoven), pensadores (Eduardo Lourenço, Geoege Steiner), artistas (Coco Chanel, Marlene Dietrich), empreendedores (Steve Jobs, Bill Gates) revelam-nos vidas de grande criatividade e riqueza que podem fascinar quem as lê e trazer-nos grandes ensinamentos.

Há determinadas atividades, como a medicina, que pelas suas características sociológicas e psicológicas e pela sua história são riquíssimas culturalmente dando-nos a conhecer experiências e vivências de um mundo mágico que em muitos casos parecem verdadeiros “milagres”. Muitas biografias de médicos comprovam-no como por exemplo a de Egas Moniz, por João Lobo Antunes e a de Oliver Sacks “Em Movimento. Uma Vida”, pelo próprio.

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