Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Miradouro – Novo Presidente da República

No momento em que escrevemos, está a decorrer na Assembleia da República a cerimónia de posse de Marcelo Rebelo de Sousa.

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Interrogamo-nos como será o mandato do Novo Presidente. Continuaremos a ter a figura dos selfies, a que já nos habituamos, ou virá ele a interpretar o sentimento da maioria do seu eleitorado? Ou seja: virá ele a ser mais interventivo na ação política? Ou irá manter a postura herdada, com a “Geringonça” e os efeitos de estagnação da economia e desenvolvimento do país que as Estatísticas vão denunciando?

Há gestos indicativos a que se não pode ser indiferente. Citamos um: no último Conselho de Ministros, no passado dia 4 de março, seguindo a tradição, o Governo convidou o Presidente em exercício, para assistir ao último Conselho de Ministros antes da posse. Segundo a imprensa, António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, fizeram dois curtos discursos antes do almoço em defesa da solidariedade estratégica e mostraram estar em sintonia na defesa da floresta. Ou seja, o que relevou, foi a preocupação com os graves incêndios do verão de 2017, em que Marcelo, pela primeira e única vez, puxou dos galões, – como todos os leitores se recordarão.

Quando, a nosso ver, as consequências de uma governação à esquerda promovida pela “Geringonça” foram muito mais penalizantes, em termos de devastação de uma economia que tem conduzido o país para os piores índices de desenvolvimento de entre os 27 parceiros da União Europeia.

As consequências devastadoras desta Pandemia, vão ocultar as debilidades na nossa economia. Quatro anos de governação à esquerda, sem proteção e incentivo ao investimento privado, estão a conduzir-nos para uma asfixia empresarial. Não se gera emprego. As novas gerações irão ter mais dificuldades em encontrar ocupações correspondente aos níveis de formação que as escolas, apesar de tudo, vão proporcionando.

Anunciou-se recentemente que o Presidente terá constituído uma «Task Force» para acompanhar a aplicação das verbas comunitárias que a União Europeia vai disponibilizar para a criação de emprego, não apenas na Administração Pública, mas principalmente, através do investimento pelo sector privado.

É sabido, que os parceiros do Governo, à esquerda (PCP e BE), não são confiáveis em termos de permitir a iniciativa privada.

Confiemos nesta iniciativa presidencial, que tem em vista acompanhar a aplicação das verbas da “bazuca”, para ver se a economia recupera da estagnação dos últimos cinco anos.

É um sinal de esperança, que nos vem agora do Palácio de Belém. Oxalá não seja o único.

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