Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2021
Joana Moreira da Silva
Médica Veterinária. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O animal geriátrico

Um animal geriátrico é aquele que devido à sua longevidade é considerado idoso. O gato, de uma forma geral, é considerado geriátrico a partir dos 8 a 10 anos. O cão, por sua vez, é influenciado pelo porte: raças pequenas são consideradas idosas a partir dos 9 anos e raças grandes a partir dos 7 […]

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Um animal geriátrico é aquele que devido à sua longevidade é considerado idoso. O gato, de uma forma geral, é considerado geriátrico a partir dos 8 a 10 anos. O cão, por sua vez, é influenciado pelo porte: raças pequenas são consideradas idosas a partir dos 9 anos e raças grandes a partir dos 7 anos. Da mesma forma que a esperança média de vida tem aumentado na espécie humana, nos nossos animais de companhia a fase geriátrica também se prolongou. Ninguém conhece melhor o seu animal de estimação que o próprio tutor e cabe a ele identificar pequenas alterações no seu quotidiano que podem indicar que algo não está bem. Sinais como aumento da ingestão de água e/ou da micção, vómitos e/ou diarreia persistente, tosse, intolerância ao exercício, alterações de peso, alterações comportamentais (isolamento, agressividade), dificuldade na locomoção, perda de audição ou visão são facilmente identificáveis. Mesmo que o seu animal não manifeste nenhum destes sinais e lhe pareça perfeitamente saudável, é importante a realização de um check-up anual para que o seu médico veterinário através da observação e realização de exames médicos possa detetar algumas alterações ou doenças associadas ao envelhecimento. Os gatos, por exemplo, são hábeis a esconder doenças nos seus estádios precoces por motivos que estão relacionados com a sua sobrevivência quando em estado selvagem  A maioria destas doenças tem uma maior facilidade de resolução se diagnosticadas atempadamente. As patologias mais comuns diagnosticadas em animais geriátricos são: doenças cardíacas, insuficiência renal crónica, doenças endócrinas, doenças articulares e dentárias, cataratas e problemas oncológicos. É possível implementar medidas preventivas de forma a atrasar o aparecimento destas doenças e prolongar com qualidade a vida do seu fiel amigo. É nossa obrigação amá-los e protegê-los até ao final da sua vida com o mesmo afinco do momento em que o recebemos em nossa casa e começou a fazer parte das nossas vidas.

CURIOSIDADE

Sabia que… o canino mais velho do mundo viveu até aos 30 anos?

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