A possibilidade de vivermos mais tempo, configura em si um desafio individual, mas também coloca às sociedades, às instituições, às empresas e, principalmente, às famílias, desafios complexos na forma como abordamos e encaramos o princípio da dignidade humana. Quem esteve atento ao Relatório Primavera 2015, conclui que em Portugal existem mais de 110 mil pessoas dependentes do autocuidado, isto é, pessoas que necessitam de auxílio para atividades básicas como alimentarem-se, tomarem banho, vestirem-se, levantarem-se da cama e transferirem-se entre a cama e um cadeirão. Este indicador é ainda mais assustador quando é complementado com a notícia de que as vagas na Rede de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) representarão menos de 30% das necessidades atuais e
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