Agora temos Vladimir Putin que, ainda com meios bélicos mais sofisticados, pretende ultrapassar os seus antecessores em crueldade.
Iniciou a invasão da Ucrânia com bombardeamentos à distância, sobre populações indefesas, no seu dia a dia. Chacina brutal. Não se conhecem sequer os números reais de vítimas. Muito grave foi também a destruição sistemática de prédios, escolas, hospitais e edifícios públicos. Só depois avançaram as tropas que, numa primeira fase, se destinavam a conquistar e a ocupar Kiev, a capital do país. Como se sabe, não conseguiu. Virou-se depois para outros destinos, na orla do Mar Negro, onde, com a artimanha dos “referendos”, tenta agora dizer ao mundo que aqueles territórios querem ser integrados na nação russa. Consulta pública sem o menor sentido democrático e que só pessoas de má-fé poderão aceitar como válida.
Este último discurso, que se destinava a ser ouvido pelo mundo inteiro, não trouxe nada de novo, salvo a decisão de encontrar carne para canhão, ao mobilizar mais 300 mil reservistas para apoio das Forças iniciais que devem estar esgotadas. Os analistas afirmam que a decisão de mobilizar os reservistas foi a mais arriscada que tomou para viabilizar as suas intenções de anexação dos territórios alheios. Mais, conhecendo-se como se conhece o regime autocrático e de temor reverencial que os cidadãos têm, as manifestações de desagrado, bem como a fuga de quem pode, para os países vizinhos, é bem ilustrativo da moral dos russos mobilizados para a frente do combate.
Aguardávamos que a Comunidade Internacional fosse além das sanções, no sentido de se opor a este “carniceiro”, dado que este conflito gera consequências graves em todo o mundo. A Assembleia Geral das Nações Unidas, que tem estado a decorrer em Nova Iorque, foi praticamente unânime em condenar a Rússia e os seus dirigentes pelos danos que estão a causar, tendo-se até anunciado a necessidade de rever algumas regras, no próprio Conselho de Segurança, por forma a penalizar quem infringe o Direito Internacional. Também se avançou com a necessidade do Tribunal Penal Internacional se apressar a iniciar os processos que levarão à condenação e punição dos milhares de crimes que têm sido cometidos.
Quanto à chantagem do uso de armas de destruição maciça, esperamos nós que os EUA se encarreguem de nos defender. Seria premiar o invasor se isso não fosse feito. Isto para impedir que este ditador use métodos ainda mais violentos para ficar na história.
Tenhamos esperança.






