Quarta-feira, 15 de Abril de 2026
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Luís Tão
Luís Tão
Empresário

Panificadora de Vila Real

A Panificadora de Vila Real, além de se tornar um dos pontos de venda de pão mais importantes da cidade, foi um edifício cheio de memórias, onde se contavam histórias, como se pode ver no filme “1965 Panreal, um edifício de Nadir Afonso”, de José Paulo Santos.

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Após anos e anos de abandono, a Panificadora atingiu um enorme estado de degradação, dada a inexistência de uma barreira física, de modo a impossibilitar o acesso ao seu interior.

Antevia-se a sua demolição.

Foram apresentadas várias propostas de reabilitação e uso do edifício, elaboradas teses de mestrado, surgiu uma petição para a salvar com 1.655 assinaturas, houve um pedido de auxílio à Ministra da Cultura, à época Graça Fonseca, com cerca de 500 assinaturas entre arquitetos, artistas e historiadores. De nada valeu.

A Direção Regional da Cultura do Norte, deu parecer favorável à sua demolição, que aconteceu em fevereiro de 2020. O seu abandono e o estado de degradação, foram os principais motivos pelos quais o edifício não foi classificado de interesse público.

A classificação de monumentos de interesse público vai muito além de uma simples categorização. Trata-se de um ato que envolve a valorização da cultura, da história e da identidade de um povo. Esses monumentos, que podem ser edifícios, estátuas ou sítios arqueológicos, são testemunhos da trajetória de uma sociedade e desempenham um papel essencial na construção da memória coletiva.

Um dos principais motivos para a referida classificação é a preservação da história. Cada estrutura possui uma narrativa única, refletindo a época em que foi construída, os valores da sua sociedade e até mesmo os desafios enfrentados ao longo do tempo. Sem essa classificação, muitos desses testemunhos podem-se perder, desaparecendo sob o peso do esquecimento e da degradação.

Estes, também são símbolos da identidade cultural. Eles conectam as gerações passadas às presentes e futuras, oferecendo um senso de pertença e continuidade. Ao reconhecer e classificar esses locais, estamos não apenas a assegurar a sua conservação, mas também a celebrar a diversidade cultural do nosso património.

Portanto, classificar monumentos de interesse público é uma ação crucial que reafirma o valor da história, da cultura e da nossa identidade. Ao proteger e promover esses bens, garantimos que as futuras gerações tenham a oportunidade de aprender com o passado e manter viva a chama da nossa rica herança cultural. Em tempos de constantes mudanças e desafios, essa classificação é um ato de amor e respeito por tudo o que nos define.

Em outubro do ano passado, o Presidente do Conselho Diretivo do Instituto do Património Cultural, João Soalheiro, propôs, com fundamento em parecer, ao Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, a Panificadora de Chaves como monumento de interesse público.
Esta Panificadora, portadora de características arquitetónicas bastante singulares, serviu de modelo à nossa Panificadora, já que o que o arquiteto e pintor que a projetou é o mesmo, Nadir Afonso.

Está de parabéns Chaves com esta conquista e reconhecimento, nós por cá ganhamos um parque de estacionamento.

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