Segunda-feira, 23 de Maio de 2022

Poderio militar Russo supera largamente o Ucraniano

Após dois anos de pandemia, o mundo ansiava o regresso à normalidade

O regresso em pleno do turismo, setor essencial da economia portuguesa, a extinção das restrições à circulação, a retoma em pleno de todos os negócios e o abandono gradual ou imediato (dependendo das opções de cada um) do uso da máscara. E eis que… inicia uma guerra, tão próxima de nós.

Felizmente, não estamos habituados a assistir a graves conflitos geopolíticos na Europa no século XXI. Apesar das inúmeras ameaças, creio que poucos esperariam que Putin invadisse a Ucrânia.

O desequilíbrio de forças militares entre os dois países é enorme. A Rússia tem cerca de 850 mil militares no ativo, quatro vezes mais que os ucranianos. A diferença é ainda mais significativa em relação aos equipamentos de combate, onde a Ucrânia não chega a 10% dos equipamentos detidos pelos russos, tanto em aviões de combate, como helicópteros de combate ou até em frota naval.

Enquanto vivemos num país democrático e sem episódios recentes de conflitos armados, abstraímo-nos um pouco dos inúmeros focos de tensão a nível mundial. No entanto, segundo a ONG The Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED), mais de 30 países já registaram conflitos armados entre forças militares e/ou forças rebeldes em 2022. Os principais focos de tensão localizam-se em África, Médio Oriente, Ásia Meridional e Sudeste Asiático. Ocorrem sobretudo em países sub-desenvolvidos, mas nenhum país está imune, por isso a guerra na Ucrânia desperta-nos maior preocupação, devido à maior proximidade deste país (não só geográfica) e às eventuais repercussões na Europa e no mundo.

Termino destacando que, segundo o International IDEA, mais de 40% da população mundial vive em regimes não democráticos, a percentagem mais elevada da última década. Assim, ao contrário do que possamos pensar, a paz e a liberdade estão ainda longe de serem universais. Além disso, nenhuma das duas está eternamente garantida. A história demonstra que regimes democráticos tiveram intervalos, mais ou menos prolongados, de períodos de totalitarismo, bem como de períodos de conflitos armados. O que assistimos em solo ucraniano deve servir-nos de alerta, para tudo fazermos para preservar a nossa democracia e a paz.

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