Segunda-feira, 4 de Maio de 2026
EnsinoProfessores pedem ao presidente da República para não promulgar diploma dos concursos

Professores pedem ao presidente da República para não promulgar diploma dos concursos

Em Murça, no dia em que inaugurou o museu dedicado ao Soldado Milhões, Marcelo Rebelo de Sousa foi interpelado por um grupo de professores que pediram ao chefe de Estado para não promulgar o diploma dos concursos do Governo.

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Vieram de vários pontos do país e pediram a Marcelo Rebelo de Sousa para analisar o diploma que apelidam de “presente envenenado para os professores”.

À margem da cerimónia de homenagem ao Soldado Milhões, em Murça, os docentes, munidos de cartazes com palavras de ordem, dirigiram-se ao chefe de Estado para que “tome uma atitude clara”, mostrando descontentamento face à atuação do Governo e do próprio Presidente da República.

Rui Feliciano, dirigente do STOP (Sindicato de Todos os Profissionais de Educação) foi o porta-voz deste descontentamento. “Vamos mostrar-lhe, com simulações, a quantidade de maldades que estão naquele diploma. Precisamos que o senhor presidente tome uma atitude de ajuda clara, porque precisamos de uma análise à questão da reposição do tempo de serviço, à questão da mobilidade por doença e também a falta de professores, que é uma realidade”, afirmou, lembrando que, aquando da visita a Podence, no Carnaval, “disse que até à Páscoa tinha que tomar algumas atitudes e gostaria que o Governo olhasse para este problema e o resolvesse. A verdade é que a Páscoa já passou e gostaríamos de ter um sim do senhor presidente para resolver de vez esta contenda”.

Em resposta, Marcelo Rebelo de Sousa disse estar a aguardar feed-back por parte do Governo “a uma série de dúvidas” sobre o diploma dos concursos dos professores, explicando que “recebi o diploma do Governo que cobre a matéria de concursos e vinculação, fez uma semana esta última sexta-feira, e a partir daí começou a contar um prazo de 40 dias, que pode ser alongado de acordo com o diálogo mantido com o Governo”.
O chefe de Estado disse ainda que, “ desde então, recebi também, durante a semana da Páscoa, contributos dos professores, longos e pormenorizados, praticamente de quase todos os sindicatos”, tendo sido enviadas, ao Governo, por parte da Presidência da República, “uma série de dúvidas”.
Feitos os pedidos, os professores entoaram o hino nacional, com Marcelo Rebelo de Sousa a acompanhá-los.

 


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