Segunda-feira, 28 de Novembro de 2022
Levi Leandro
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

PSD! Renovação precisa-se…?

O processo de formação das listas de candidatos a órgãos políticos, é demonstrativo do caráter dos personagens que se querem instalar, ou permanecer nos lugares, ainda bem que há limitação de mandatos, caso contrário alguns perpetuar-se-iam no poder.

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Esquecem debates e projetos políticos, assunção de responsabilidades e anulam princípios de relacionamento. Estas atitudes, podem conduzir ao desmoronamento do processo democrático.

No dia 19/11, decorreram as eleições distritais do PSD de Vila Real, esta candidatura é um projeto de continuidade, quer das pessoas (excluem-se as que quiseram sair e os que atingiram o limite de mandatos) quer de política. Foi um mero ato administrativo, tendo em conta a falta de visão e de exemplo, pois em dezassete membros para a comissão política permanente distrital (CPD), não existe nenhuma mulher…. Não haverá no distrito mulheres que pudessem fazer parte do referido órgão?

Foram apenas marcadas quatro assembleias distritais, quando os estatutos preveem oito, este ano só marcaram duas. Não assumiram a desastrosa derrota nas legislativas, primeira deste século e segunda desde que há eleições democráticas, numa estratégia que se revelou suicida e contra o maior concelho do distrito, Vila Real, onde dividiu para reinar….

Não vi por parte desta CPD, nenhuma intervenção e tomada de posição política em três situações relevantes ocorridos no nosso distrito, destas, duas ainda se mantêm: ´

O que se passou e continua a passar na Segurança Social.

A falta da direção clínica e o não funcionamento desta administração no Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro, onde os socialistas não se entendem devido seu jogo de interesses pessoais e os contribuintes é que pagam estes devaneios.

A forma como decorreu o combate aos incêndios no verão passado no nosso distrito. Bem pelos vistos….

Houve pouca discussão e intervenção política, e só não foi inexistente porque escalpelizaram ao pormenor, os resultados das autárquicas de 2021.

Em Vila Real a comissão política (CP), decidiu colaborar na constituição da lista com a CPD, não souberam tirar as devidas ilações do processo das legislativas e tentaram disfarçar a sua submissão, não acautelando, nalguns casos, do ponto de vista qualitativo a substituição dos elementos anteriores.

Na eleição para a assembleia distrital, a secção de Vila Real, não assumiu as responsabilidades políticas de liderar o processo, e abriu espaço a uma lista, que se apresentou a votos, com elementos, que salvo algumas exceções, fazem oposição obsessiva a esta CP, caindo no egocentrismo, pois acham que os projetos políticos só são exequíveis se fizerem parte deles, mas não os vejo fazer oposição ao PS. As votações não lhes correram bem, pois conseguiram percentagens entre os 20% e os 21,8%, a menor dos 14 concelhos do distrito. A atual CP deve também tirar ilações desta votação e perceber que os 80% que não votaram na lista única, podem não ter aprovado a estratégia de ausência, desta CP. A política sem risco é uma chatice….

Constato nos resultados apresentados, a brilhante mobilização da CP da Régua, pois ter 153 votos em 162 possíveis, revela de facto um excelente trabalho, também visível nas anteriores eleições autárquicas, infelizmente, o mesmo não se verificou nas legislativas de 2019 e 2022, onde (em 2022), apesar de o primeiro e terceiro candidatos serem ambos da Régua esta mobilização não ocorreu. Gostaria que esta CPD nos surpreendesse pela positiva, alterando o seu paradigma, mas a falta de intervenção, renovação e ambição demonstradas, pode-nos fazer ansiar pelo final do mandato que ainda não começou.

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