Quinta-feira, 7 de Julho de 2022
ACES Douro Norte
ACES Douro Norte
Profissionais do ACES Douro Norte escrevem regularmente neste espaço

Saúde Entre Linhas – Prevenção e controlo do tabagismo

O consumo de tabaco é uma importante causa de morbimortalidade, sendo apontado como a principal causa evitável de doença e morte nas sociedades mais avançadas.

-PUB-

Segundo a OMS e a Comissão Europeia, estima-se que o tabaco seja responsável pela morte anual de 6 milhões de pessoas a nível mundial, das quais cerca de 600 000 devido à exposição ao fumo ambiental do tabaco e 700 000 pessoas na União Europeia, das quais cerca de 19 000 devido à exposição ao fumo ambiental do tabaco (WHO, 2008; European Commission, 2015). De acordo com as estimativas efetuadas pelo Institute for Health Metrics and Evaluation, o tabaco, incluindo a exposição ao fumo ambiental, foi responsável, em 2013, pela morte de cerca de 12.350 pessoas residentes em Portugal, cerca de 11% do total de óbitos verificados nesse mesmo ano. Fumar contribui para a incapacidade e a perda de anos vividos com saúde. O sexo masculino é mais afetado, em termos de mortalidade e de perda de anos de vida saudável, do que o sexo feminino. Nos homens, as neoplasias são a maior causa de perda de anos de vida saudável atribuível ao tabaco, seguidas das doenças do aparelho circulatório e das doenças respiratórias crónicas; nas mulheres, as doenças do aparelho circulatório, as doenças respiratórias crónicas e as neoplasias são as principais causas de perda de anos de vida saudável atribuível ao tabaco. Dada a sua prevalência e impacto na saúde das populações, o tabagismo constitui um dos mais graves problemas de saúde pública, com repercussões sobre toda a população (fumadora e não fumadora), pelo que a luta contra o tabagismo constituiu um dos programas prioritários da Direcção-Geral de Saúde em Portugal. Dados do Plano Local de Saúde do ACES Douro I demonstram que nesta região geográfica o consumo de tabaco e a taxa de mortalidade padronizada por Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é superior às verificadas na região norte e no continente, pelo que a intervenção nesta área foi considerada uma das prioridades. Como estratégia, foi implementada a Consulta de Apoio Intensivo à Cessação Tabágica. Esta assenta numa abordagem programada ao longo de vários meses, realizada em consulta específica para o efeito. Assim, a consulta de cessação tabágica constitui um programa estruturado de apoio intensivo ao fumador que inclui um conjunto de abordagens de natureza comportamental e medicamentosa assentes numa compreensão global da pessoa que fuma, do seu contexto pessoal, familiar e profissional, bem como das motivações e barreiras sentidas no processo de mudança.

Mais Lidas

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.