Quando a mulher é submetida a uma cirurgia da qual resulta uma ostomia intestinal, tipo de ostomia mais prevalente, verificam-se alterações na autoimagem, na autoestima, no autoconceito, relacionais, familiares, sociais e sexuais. O controlo esfincteriano adquirido na infância, símbolo de integração social, de intimidade e independência, é perdido, provocando um efeito profundo no corpo e na mente, acompanhado de insegurança, dúvidas, sentimentos de regressão psicológica, negação à vida e sentimentos discriminatórios de estigma.
A presença de um estoma ameaça o elevado valor que socialmente se atribui à beleza, à estética, ao limpo e ao controlo das funções corporais.
A mulher deixa de ter os cuidados de higiene íntimos e básicos ao ânus, “escondido”, e passa
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