Domingo, 22 de Maio de 2022

Trabalho de proximidade para combater solidão

A Comissão Municipal de Proteção ao Idoso de Vila Pouca de Aguiar (CMPIVPA) surgiu por iniciativa da autarquia em abril de 2021. Em julho, ganhou forma ao ir ao encontro da população mais idosa do concelho

A par de ações de sensibilização e de um trabalho em rede que procura respeitar, proteger, apoiar e acompanhar os mais velhos, a unidade móvel distribui sorrisos pelas aldeias.

A par da vertente sociocultural, percorre o território com a missão de detetar e prevenir situações de maus-tratos ou de carência, encaminhar idosos para outras entidades e serviços, promover formação a cuidadores informais e familiares, ajudar em processos burocráticos básicos e prestar apoio psicológico.

O compromisso é o de trabalhar em proximidade e promover a intergeracionalidade como pilares de intervenção social, mostrando aos idosos “que não estão esquecidos”, frisa Sara Rüegg, técnica social.

“A Comissão é um ponto de referência que os idosos passaram a ter, para o qual podem ligar, sabendo que há a facilidade de nos deslocarmos até aos seus domicílios. Depois de percebermos melhor o contexto em que vivem, articularmos com os diferentes parceiros para sabermos que tipo de reposta lhes podemos oferecer”.

A CMPIVPA trabalha em articulação com o Conselho Local de Ação Social, além de contar com o apoio de diferentes parceiros: município, Segurança Social, Centro de Saúde, Hospital, GNR, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Juntas de Freguesia, Cruz Vermelha, Voluntários e CLDS4G.

A representante de todas essas entidades no terreno, Sara Rüegg, revela que ao realizarmos um trabalho de proximidade, “apercebemo-nos que, graças à pandemia, estes idosos tinham uma grande necessidade de ver pessoas, de conviver, de conversar e de participar em atividades. Querem muito que as pessoas venham às suas aldeias e lhes tragam um bocadinho de vida para que se sintam valorizados”.

ATIVIDADES

O acesso a transportes públicos “é um dos temas mais abordados pelos idosos. Dizem-nos muito que não têm autocarro, que não podem ir à vila, sentindo-se isolados”. Por isso, “a Comissão procura levar-lhes um pouco do que se vive na vila, por exemplo, assinalando datas especiais, como o Dia da Mãe e o Dia dos Namorados, com pequenas atividades que complementam o trabalho de outras instituições que, naturalmente, não conseguem chegar a todo o lado”.

A par de tudo isto, a Comissão procura envolver os idosos em causas sociais e estabeleceu, recentemente, um acordo com o jornal local para combater o isolamento e a desinformação.

“Os idosos passaram a saber o que se passa no concelho. Através de atividades de grupo, criam-se momentos de confraternização e de debate sobre as notícias que leem. Pode parecer algo pequeno, mas, para eles, tem uma importância enorme”, confessa Sara Rüegg.

Quanto a planos futuros, em breve “vamos levar música e animação às aldeias. Queremos enaltecer a vida que há nestes lugares sob o mote: a cantar e a dançar “é que a gente se entende”. Temos várias atividades planeadas já para os Santos Populares”, revela, adiantando, ainda, que serão retomadas “as ações de sensibilização sobre as ondas de calor”.

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