Segunda-feira, 20 de Maio de 2024
No menu items!

“Um em cada quatro portugueses já não está em idade ativa”

A população portuguesa está cada vez mais envelhecida.

-PUB-

Quase 55% tem 45 anos ou mais de idade, sendo que um em cada quatro portugueses já não está em idade ativa e são maioritariamente pensionistas (65 anos ou mais), o que contrasta muito com a realidade há 30 anos (em 1991), em que apenas 13,6% tinham 65 anos ou mais de idade. Cerca de 27% tem entre 20 e 44 anos e 18% tem menos de 20 anos. Em três décadas, a estrutura demográfica da população mudou muito, o que representa desafios sociais e económicos maiores.

Entre os estados-membros da União Europeia, apenas Itália tem um índice de envelhecimento (número de idosos por cada 100 jovens) superior ao português. Esta tendência resulta, por um lado, do aumento da esperança média de vida, e por outro, da baixa taxa de fecundidade.

A pirâmide etária dos estrangeiros a residir em Portugal é completamente diferente. São sobretudo de jovens no início da idade ativa. Mais de metade dos estrangeiros, cerca de 55%, tem entre 20 e 44 anos e cerca de 13% tem menos de 20 anos. Apenas 32% tem 45 anos ou mais de idade, sendo que 10% já não estão em idade ativa devido à idade avançada.

A imigração tem sido uma forma de Portugal amenizar os desafios da sua população envelhecida. Vários setores da economia portuguesa são altamente dependentes da mão-de-obra estrangeira e as contas da Segurança Social também têm beneficiado muito com o aumento do número de contribuintes.

O nosso contexto demográfico terá inevitavelmente um impacto significativo nas contribuições para a segurança social e, consequentemente, no sistema de proteção social português, colocando, por isso, uma pressão maior na (decrescente) população ativa. Assim, a imigração, maioritariamente jovem e em idade ativa, tem compensado parcialmente estes efeitos, tendo um contributo líquido positivo para Segurança Social.

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEOS

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS