Domingo, 17 de Outubro de 2021
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Ainda sou do tempo em que…….

Na cidade de Vila Real, onde tive o privilégio de ter nascido, nos anos 50, o silêncio era de ouro e a palavra de prata. Escrevíamos cartas e postais…

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Não havia televisão, nem computadores nem telemóveis, nem inteligência artificial, mas tínhamos a capacidade de pedir um comprimido de aspirina, ao vizinho, porque os que tínhamos em casa acabaram…

Pedíamos a bênção, aos pais, tios e padrinhos.

A heroína era apenas o feminino de herói.

A medida do amor, era amor sem medida. Só havia dois sexos.

Havia jornais matutinos e vespertinos.

Falamos da idiotice humana sem que houvesse Donald Trump.

Pensamos que sendo a Terra redonda, então no outro lado do mundo vivia-se de cabeça para baixo.

Era preciso licença para usar um isqueiro. 

Uma arroba não era (@), mas sim uma medida de peso.

Não tínhamos tudo quanto queríamos, mas tínhamos tudo o que precisávamos.

Os sineiros é que puxavam os badalos dos sinos das igrejas. Dormíamos em colchões de folhas de milho. Sim sou do tempo em que os relógios tinham ponteiro. Agora neste tempo de incertezas meteorológica e outras, vive-se aqui por Lisboa o salve-se quem puder. É preciso ter dinheiro para quando acontecer um problema de saúde ir direito a um hospital particular, pois pode acontecer que num publico morra na urgência, por não ter vaga para ser atendido.

É, assim, o problema da saúde, e outras que teimam os responsáveis em deixar para “segundas núpcias”. 

Deus nos acuda.

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