Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Mário Lisboa
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O novo aeroporto de Lisboa

A transformação do Aeródromo de Bragança em secundário da região Norte e alternadamente do Sá Carneiro do Porto.

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O governo em exercício seguiu a recomendação técnica independente e decidiu que o novo aeroporto ficará localizado em Alcochete. Cinco a sete anos é o prazo que aponta para a sua entrada em serviço.

Quanto a custos, mesmo considerando que não vai haver expropriações, uma vez que os terrenos do campo de tiro de Alcochete vão ter um custo muito elevado e, mesmo assim, não incluem a terceira ponte, devem andar muito próximos dos 15 mil milhões de euros.
Com duas pistas (podendo crescer para quatro) mais o desvio necessário de ferrovia, ligando Alcochete ao carregado, etc., etc.… espera-se que o país esteja preparado para assumir tal investimento, mesmo considerando os apoios comunitários necessários.

Dentro deste contexto e para reforçar o excesso de tráfego no aeroporto de Lisboa, já algumas vezes referenciado, seria a utilização da Base Aérea do Montijo em algumas obras de consolidação das pistas e adaptações ao movimento de aeronaves de passageiros, o que poderia ajudar a uma melhor chegada e partida na região de Lisboa.

Os acessos à Base Aérea do Montijo, para além da ponte Vasco da Gama, poderiam também ser através do rio Tejo com catamarans, que em cerca de 15 minutos poderiam chegar ao Terreiro do Paço e vice-versa.

Tudo isto vai ainda criar mais movimento ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, que está a ficar com muito tráfego.

Dentro deste contexto, a Câmara Municipal de Bragança anunciou o plano de transformação do aeródromo em aeroporto secundário da região Norte, podendo vir a ser alternativa ao Sá Carneiro para determinado tipo de aviões e podem ter carreiras de companhias diretas ao aeródromo como uma das soluções de apoio ao turismo e mobilidade de toda a região do Nordeste Transmontano. Pode ser também mais um meio de apoio ao excelente momento do Douro, que tem recebido milhares de pessoas, que vêm visitar as belezas infindáveis desta região.

O turismo e outras manifestações de desenvolvimento irão naturalmente contrariar o êxodo das populações transmontanas, criando condições de estabilidade e fixação de pessoas na região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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