Com um título sugestivo, lia-se que o “Jardim do Bacalhau foi devolvido aos flavienses”. Embora sempre tenha existido um jardim no referido local e sendo verdade que os flavienses ficaram sem jardim durante dois anos, a sua “devolução” trouxe apenas metade dos lugares de estacionamento de outrora.
Aberta a publicação, lê-se que a auditoria às contas da câmara municipal revela 3 milhões de euros de dívida não registada, o que para além de ser mentira, revela uma forma lamentável de estar não só na política, como alguns especialistas em toponímia de nomeação gostam de dizer, mas também na vida.
Aliás, esta forma de estar fica bem patente quando se usufrui da página oficial do município no Facebook para informar de uma rutura de água e se atribui a responsabilidade ao executivo anterior. No entanto, esquecem-se de mencionar a responsabilidade do anterior executivo pelas candidaturas que permitiram a azáfama de corta-fitas no dia do município, incluindo a inauguração do jardim que serviu de capa a este “pasquim”.
Em dezembro de 2018, foi rejeitada uma moção apresentada pelo CDS, que exigia o cumprimento da Diretiva 1/2008 da ERC, onde é determinado que os ditos boletins “(…) se regem pelo princípio do pluralismo e ao princípio de equilíbrio de tratamento entre as várias forças políticas presentes nos órgãos municipais, encontrando-se obrigadas a veicular a expressão dessas diferentes forças e sensibilidades, e em matérias relativas à atividade autárquica”.
Curioso, é relembrar as posições do atual presidente da câmara municipal de Chaves, e diretor do “Boletim Municipal”, e do seu vice-presidente, entre 2014 e 2016, sobre a seguinte publicação.
No dia 18 de agosto de 2014, reunião de câmara, vereador do PS, atual vice-presidente da câmara municipal, Francisco Melo: “o Partido Socialista considera que o mesmo é demasiado panfletário, sendo subtraída, do seu conteúdo, informação relevante sobre a vida da autarquia”.
No dia 29 de abril de 2015, na sessão da Assembleia Municipal, o presidente do Grupo Municipal do PS, atual Presidente da câmara municipal, Nuno Vaz Ribeiro, afirmou: “estive a ler um documento interessante, que é o jornal de propaganda do PSD – o Boletim Municipal”.
Por tudo isto, e ainda pela constante promoção do culto da personalidade de alguém que foi eleito para servir todos os flavienses, apraz-me terminar citando Miguel Cervantes, “não existe maior loucura no mundo do que um homem entrar no desespero”.





