Terça-feira, 11 de Maio de 2021

Coronavírus e a realidade dos números

Esta epidemia (ou pandemia) do coronavírus (COVID-19) já atingiu mais de cem mil pessoas em todo o mundo e é motivo de grandes preocupações, pois estamos perante um grave problema de saúde pública.

Mas não é só a saúde das populações que está em causa porque as consequências desta situação fazem-se sentir na economia, na educação, no ambiente, no turismo, no trabalho, enfim, em tudo da nossa vida. O fenómeno tem-se acompanhado de muita informação e de alguma desorientação que vem gerando algum alarmismo. É nosso dever prepararmo-nos seriamente para vencermos este vírus e esta crise, e para isso há que cumprir escrupulosamente as medidas de prevenção que as autoridades e os especialistas têm defendido. Os números da mortalidade andam à volta dos 3,6% e as mortes têm-se verificado principalmente em idosos (> 65 anos), alguns já com patologia pulmonar crónica, e em doentes com fatores de risco como é o caso de deficiências imunológicas, diabetes e doenças cardiovasculares. Em face do que acabamos de dizer, se a mortalidade provocada pelo coronavírus atinge uma taxa de 3,6%, com base no número de 100.000 doentes infetados, teremos cerca de 3.600 mortes. Para refrear algum alarmismo e pessimismo diga-se que este número de 3.600 mortes a nível global, é relativamente pouco significativa comparativamente com outras doenças e perigos que enfrentamos. Vou citar alguns números só para se ter uma ideia do que quero dizer:

– Segundo o National Health Institute dos Estados Unidos neste país perdem-se entre 44 mil e 98 mil vidas anualmente por erros cometidos no tratamento de doentes;

– Morrem cerca de 25.000 pessoas anualmente devido ao terrorismo;

– Os acidentes de viação matam 80.000 indivíduos por ano;

– A diabetes e o excesso de açúcar no sangue são a causa de morte de 3,5 milhões de pessoas por ano;

– Segundo a Organização Mundial de Saúde o consumo de tabaco, na Europa, é responsável por um milhão 200 mil mortes anuais, número que tende a ascender aos dois milhões;

– A má alimentação (excesso de sal, de açúcar, de gordura) pode ser responsável por 20% das mortes a nível mundial; 

– A poluição atmosférica é responsável pela morte de cerca de 7 milhões de indivíduos por ano.

Estes números indicam-nos que estamos permanentemente sujeitos a riscos bem piores que os do COVID-19 pelo que devemos evitar o pânico e estar cientes de que se cumprirmos as normas estabelecidas venceremos esta batalha. 

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