Em casa dos meus avós havia uma caneca preta que tinha um segredo. Lembro-me de ser miúdo e ficar deslumbrado quando finalmente o meu avô me ensinou como se podia beber naquela caneca estranha, aparentemente impossível de utilizar. Aos meus olhos de menino, o engenho daquele segredo era quase magia!
Na próxima semana o Barro Preto de Bisalhães vai chegar um pouco mais longe do que a casa dos meus avós. Daqui a dias é em Adis Abeba, capital da Etiópia, que a UNESCO vai reunir e decidir a inscrição desta arte ancestral na lista de Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente. Se a decisão for a esperada para uma candidatura imaculada, a UNESCO,
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