Sábado, 6 de Junho de 2026
Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Elísio Amaral Neves – nome inseparável da cultura transmontana

Trás-os-Montes foi, por muito tempo, considerada a última colónia portuguesa. E, apesar de fazer parte integrante do retângulo à beira-mar plantado, foi também a mais distante região do país, relativamente ao Terreiro do Paço que «tudo encrava e nada resolve», plagiando uma expressão feliz de um docente da Universidade do Minho. Contudo, Trás-os-Montes e os Transmontanos nunca se deixaram apoucar. Reagiram pela positiva nos diversos ramos do saber.

Das boas decisões que Santana Lopes tomou quando foi secretário de Estado da Cultura, sobressaiu aquela que resultou na transferência da Delegação do Norte, do Porto para Vila Real. Presumo que essa decisão foi correspondida por corajosas medidas do poder local, nomeadamente de Vila Real e de Bragança. O Grémio Literário da capital Transmontana e a Academia de Letras de Trás-os-Montes, sede do verdadeiro Nordeste, (uma e outra instituições culturais acolhidas em edifícios Bibliotecários, igualmente novos e adequados), foram rasgos de coragem de políticas locais. Nelas me revejo e concentro o meu orgulho de Transmontano inquestionável. Obviamente ficarão na história os patronos (políticos e culturais) de ambos os projetos.

Começo esta nota de leitura, neste

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