Aos 29 anos é um jovem treinador que quer afirmar-se no competitivo mundo do futebol. Começou a treinar nas camadas jovens do SC Vila Real, teve passagem pelo SC Régua, até chegar ao Cumieira, onde teve a sua primeira experiência como treinador dos seniores. Seguiu-se o Sabrosa até chegar ao Vidago, num trajeto sempre a subir. “Tenho tido a felicidade de dar um passo em frente a cada época que passa”.
Desde cedo que o futebol faz parte da sua vida. “A minha paixão pelo jogo nasce muito cedo, quando tinha cinco anos no Mateus e depois no Abambres, onde sempre me trataram bem”.
Deixou a carreira de jogador após uma lesão grave no joelho, mas não coloca de lado a vontade de regressar. “Tenho saudades e gostava de voltar a jogar futebol, mas tinha de ser num clube de menor exigência do que aquele onde estou hoje”.
O técnico admite que falhou um dos objetivos que o grupo perseguia, que era disputar a Liga de Ouro. “No início, pouco davam pela equipa do Vidago e lutamos até ao fim, com um orçamento inferior a outras equipas. O presidente não fez nenhuma exigência em relação ao campeonato, mas o grupo tinha em mente a liga de ouro e fica um sabor agridoce”.
Focado na Liga de Prata, da Associação de Futebol de Vila Real, Gabriel Peixoto sente que a equipa tem capacidade para a vencer. “Acaba por ser um objetivo, mas o principal objetivo é formar uma equipa para o ano. Claro que entramos sempre para ganhar, mas queremos aproveitar para pensar com mais antecedência”.
Preferia um campeonato de todos contra todos, no entanto, quando assumiu o projeto do Vidago FC já sabia o que tinha pela frente. “Queríamos fazer melhor do que na época passada, mas com este formato é difícil quantificar”. Além disso, “para o nosso tipo de jogador, que queria estar no apuramento de campeão, não é fácil motivá-los para esta fase. Mas muitos querem ficar e têm que entrar em campo para vencer todos os jogos. Queremos unir as tropas para depois tomar as melhores decisões”.
Admirador de Diego Simeone, Inzaghi, mas também de Sérgio Conceição e Ruben Amorim, o técnico reconhece que há bons treinadores em todo o lado, assim como na distrital, como o “mister Zé Ribeiro”.
Sobre o futuro, Gabriel Peixoto quer continuar no Vidago FC, mas “há ainda muito a decidir, porque é preciso renovar com os jogadores, com a equipa técnica e com o diretor desportivo. E temos ainda uma Liga de Prata para ganhar”.
Um sonho realista que gostaria de concretizar “era acordar um dia e trabalhar todos os dias para o futebol”.