Sábado, 25 de Maio de 2024
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“Não abdico da minha vida profissional por causa do futebol”

Armando Lopes, de 46 anos, é treinador do SC Vila Pouca há duas épocas e foi o convidado do programa “Bola ao Centro”.

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Como jogador passou por clubes como o Bairro Latino, Pedras Salgadas, Boticas, Alijoense, SM Penaguião, Ribeira de Pena, Cerva, Murça e Vidago. E foi precisamente no Vidago que se estreou como treinador, na época 2017/2018, quando ainda era jogador.

“Nunca pensei ser treinador, eu queria era jogar futebol. Cheguei ao Vidago com 39 anos e, nessa época, o presidente do Vidago pediu-me para assumir a equipa em janeiro, depois da saída do treinador. Aceitei e retirei-me logo de jogador”, conta, revelando que “comecei a treinar e gostei”.

Enquanto jogador, “era muito focado, intenso e conseguia-me antecipar bem aos defesas contrários. Além disso, acho que até já era um treinador dentro de campo, porque corrigia algumas coisas dos meus colegas”, afirma.

Antes de treinar seniores, passou uns tempos na formação e garante que “os jogadores hoje não têm tanto traquejo. Acho que está a faltar muita coisa na formação”, afirma, confessando que “nós jogávamos por paixão e hoje acho que jogam por obrigação”.

“Muitos pais colocam os filhos no futebol a pensar que eles vão ser o abono de família, mas nem todos podem ser um Cristiano Ronaldo. Há miúdos que não gostam de futebol e para esses há alternativas, os pais têm que deixar os filhos fazer o que gostam”, vinca.
Armando Lopes admite que “pergunto muitas vezes, aos meus jogadores, quem foram os treinadores deles na formação, porque há muitos que chegam sem bases e perdemos mais tempo a ensinar determinada coisa do que a treinar”. Para o mister, “há treinadores que não sabem ensinar e os miúdos também não têm culpa disso”.

Na sua opinião, “os clubes da nossa região deviam preocupar-se em recrutar os melhores treinadores para a formação, mas só querem alguém que tome conta dos miúdos”.

Quanto à época do Vila Pouca, Armando Lopes não esconde que foi difícil formar o plantel. “Não houve muitos jogadores que transitaram da época anterior. Na distrital o contrato é de um ano e depois há jogadores que não querem dar uma resposta muito cedo, porque estão à espera de outras propostas. É difícil preparar um plantel, até porque há poucos jogadores na região”.

Com algumas baixas no plantel, principalmente por lesão, “temos jogadores de muita qualidade e muito empenhados, e alcançámos o primeiro objetivo da época que era estar na fase de apuramento de campeão”.

Na próxima fase, garante, “vamos ser uma equipa competitiva e que tudo vai fazer para ganhar os jogos. Estamos a tentar reforçar o plantel, vamos ver se é possível”, admitindo que “vai ser uma fase mais equilibrada, os jogos vão ser preparados de outra forma e os pormenores vão fazer a diferença”.

E enquanto treinador, Armando Lopes não sonha com grandes voos até porque “a minha vida não passa pelo futebol. Não vou abdicar da minha vida profissional por causa do futebol, seria trocar o certo pelo incerto”.

VEJA O VÍDEO DO PROGRAMA:

BOLA AO CENTRO – ARMANDO LOPES

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