Quinta-feira, 29 de Setembro de 2022
Armando Moreira
Armando Moreira
| MIRADOURO | Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O Brasil e Nós Portugueses

A cidade do Porto já decidiu oficialmente empenhar-se nestas comemorações, de tal sorte que vai ceder ao Brasil temporariamente o coração do Imperador, que este quis que, após a sua morte, fosse doado àquela cidade.

-PUB-

As histórias de dois séculos de relações entre os dois países já demonstraram que a decisão de D. Pedro foi acertada, ao dar ao mundo uma nova nação, porque não impediu que a cultura portuguesa se expandisse de um e outro lado do Atlântico. De resto importa recordar o que o Brasil significa para a população residente em Portugal. Como a história europeia nos recorda, a I e II Grande Guerra dilaceraram este Continente, que praticamente só a partir desta altura se abriu ao mundo. Ora, um país pequeno, com poucas condições para se desenvolver, encontrou na emigração a saída para centenas de milhares de pessoas, que viram no Brasil e em outros Continentes, o “eldorado” para trabalhar e até enriquecer.

Desde logo porque a língua era a mesma e a cultura do povo em tudo semelhante à nossa: usos, costumes, religião, permitiam uma fácil adaptação, para além da imensidão do território que havia ali para desbravar.

Que não terá sido muito fácil para alguns a adaptação, não faz esquecer os ”brasileiros” endinheirados, que pontualmente se deslocavam ao continente europeu, para aqui gastarem os “milhões” de “cruzeiros” (agora reais), que um bom sucesso empresarial naquele continente lhes havia proporcionado.

Faz todo o sentido, portanto, que Portugal, ao longo de uma história de 500 anos de civilização deu novos mundos ao mundo, em África, na América e até na Ásia, se associe a estas comemorações, aproveitando para lembrar o contributo dos portugueses, na história recente (500 anos) da humanidade. 

O Brasil em 1822, foi apenas mais um. Seguir-se-ia, pouco mais de um século depois, toda a África Subsaariana, num contexto completamente diferente, porque a presença portuguesa tinha muito menos expressão.

Seja como for, a língua de Camões, permanece praticamente nos cinco continentes. 

Mais Lidas

ASAE encerra dois bares em Chaves 

Jovem detido por tráfico de droga

Homem detido por tráfico de droga

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.