O Governo, fez o costume, ignorou o mérito e o conhecimento, em detrimento de amigos e cartões de militância. O resultado está à vista!
Citando Luís Vaz de Camões, “o fraco rei faz fraca a forte gente”. Transpondo para os dias de hoje, “o fraco governo faz fraca a forte gente.”
Perante a maior crise sanitária das nossas vidas, com níveis de mortalidade recorde, o fraco Governo hesitou, ziguezagueou, negligenciou, demonstrando incompetência e impreparação.
Comparativamente com os congéneres europeus, o fraco Governo demorou demasiado a programar e a planear o esforço de vacinação votando ao caos o sistema de cuidados primários de saúde.
Sem tempo para adequar as políticas, para estabilizar os critérios, para informar os profissionais, para adaptar as instituições e para salvaguardar a integridade deste propósito comum, o Governo permitiu que o nepotismo, a cunha e a pequena corrupção se instalassem e dominassem um processo que deveria ser um paradigma de transparência, ordem, ética e solidariedade.
Assim começaram a surgir notícias de vacinas administradas aos familiares e aos amigos, a deputados e a autarcas, a diretores de serviços ou aos funcionários da pastelaria, exemplificando a podridão existente.
A imposição da lógica do “salve-se quem puder” permitida pelo fraco Governo, assemelha Portugal a um qualquer país do terceiro-mundista, onde o respeito pelo outro e pelas instituições é diminuto.
Por fim, a demissão do coordenador nacional da task-force foi o último capítulo de uma história previsível na qual o fraco Governo é o primeiro e o maior responsável, dada a sua lamentável conduta.
Depois de meses perdido, o fraco Governo, cedeu e entregou a liderança à competência militar.
Esperemos que o vice-almirante Gouveia e Melo ainda vá a tempo de minimizar a incompetência dos “tachos”!


