Esta vitória política e social abre agora espaço para alargar a contestação e mobilizar as bases contra a atual política de direita, recolocando a ação reivindicativa no centro do debate nacional.
Atualmente, o diário de quem trabalha enfrenta o impacto brutal da inflação e a desvalorização planeada de salários e pensões. Respaldado por leis laborais permissivas, o patronato perpetua horários desregulados e vínculos precários. O resultado está à vista de todos: enquanto os grandes grupos económicos somam lucros recorde, a maioria empobrece a trabalhar. Este empobrecimento reflete décadas de opções políticas de direita, que sufocam os serviços públicos, degrada o SNS e a Escola Pública, e violam preceitos da Constituição da República.
Inverter este retrocesso exige romper com o modelo de exploração. Por isso as prioridades da Política Reivindicativa da CGTP-IN para 2027 surgem precisamente como a alternativa necessária para repor a justiça social e valorizar os trabalhadores.
A mudança exige respostas concretas. Entre as metas centrais contam-se o aumento geral dos salários em pelo menos 15% (com um mínimo de 150€) e a fixação do Salário Mínimo Nacional nos 1100€ em janeiro de 2027. Urge também valorizar carreiras, consagrar as 35 horas semanais sem perda de rendimento e combater a precariedade. No plano estrutural, impõe-se a reposição da contratação coletiva, o fim da caducidade dos contratos e o investimento público.
Mudar de rumo não é apenas necessário; é possível!
O futuro do país constrói-se com justiça social, valorização do trabalho e com a força de quem luta.

