Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

O PS e as esquerdas

Temos que concordar que o Primeiro-Ministro António Costa amarrou bem comunistas e bloquistas no apoio ao governo PS de tal modo que, C. Martins e Jerónimo de Sousa estão manietados.

Eles são contra a Europa, contra o euro, contra a NATO, contra o Presidente da República, contra a concertação social, contra os privados, contra as PPP, contra o negócio da TAP, a favor da nacionalização da banca como agora com o Novo Banco, etc., etc., mas engolem tudo com o bico calado, sem greves e sem manifestações porque se o governo cair as eleições encarregar-se-ão de os porem no seu devido lugar que é o dos 5%, 6%.

O mérito da “geringonça” é de Costa e da sua habilidade negocial que o PSD e CDS ainda não perceberam. De facto, no passado recente esta domesticação do partido comunista (PCP) e do bloco de esquerda (BE) pelo PS era impensável, tais eram as divergências ideológicas, programáticas, políticas, económicas, sociais, sindicais, etc. entre o PS e as esquerdas. Basta lembrarmo-nos do que aconteceu logo após o 25 de Abril de 1974 em que o grande objetivo do PCP de Cunhal foi acabar com o PS, e com os outros partidos democráticos, para instalar a tristemente “célebre” ditadura do proletariado que tão “bons resultados” deu na ex-União Soviética e em todos os seus países satélites! Nessa altura valeu o povo português que liderado, por um Mário Soares valente e determinado, coadjuvado pelos militares do MFA e pelos outros partidos democratas, massivamente rejeitou o comunismo e remeteu o PCP para o seu crónico 4º lugar no espectro político. Custa a acreditar que o PCP e o BE estejam tão acomodados às políticas do PS já que sob o ponto de vista teórico continuam agarrados aos velhos e bafientos conceitos marxistas-leninistas de há um século e às práticas ditatoriais e sanguinárias do estalinismo. Veja-se a defesa que continuam a fazer de Estaline e dos seus métodos (mais de 20 milhões de mortos na União Soviética) e do próprio regime socialista marxista-leninista de partido único, sem democracia, sem liberdade de qualquer tipo, com uma polícia política feroz, prisões cheias, campos de concentração, etc. Quem não se lembre da União Soviética que olhe para a Coreia do Norte atual que é mais do mesmo. Quem comparar os métodos nazis da Alemanha de Hitler e os comunistas de Estaline não encontra diferenças: partido único em ambos, domínio (e corrupção) dos membros do partido (comida, habitação, emprego sempre em primeiro lugar para os do partido), polícia política selvagem (KGB e SS), campos de concentração e prisões para presos sem culpa formada, prémios para os delatores (no comunismo o tal “homem novo” solidário e fraterno!!) incluindo entre familiares próximos (filhos a denunciarem pais e vice-versa), assassínios em massa, perseguição de minorias como judeus, ciganos, etc. António Barreto, conhecido sociólogo e intelectual ex-comunista e antigo Ministro de Mário Soares ainda recentemente disse (“Sol” de 18/03/2017): “O comunismo tem no século XX tantas ou mais responsabilidades que o nazismo” e cita Mário Soares: “O comunismo é o grande embuste da História”.

Tudo isto passou, muitos esqueceram, os mais jovens ignoram e as falinhas mansas de ambos comunistas e bloquistas (Jerónimo, Catarina, Louçã), tudo na defesa do “nosso povo” prometem um futuro cor-de-rosa, com tudo para todos, como se num golpe de mágica tudo aparecesse em abundância. Continuam a persistir na demagogia e na mentira como é o caso da defesa que fazem da nossa saída da Europa, justificando-a por ser muito melhor para o nosso país! E, depois donde virá o dinheiro para nos sustentarmos, para vivermos, para satisfazer as reivindicações dos sindicatos comunistas? Qual é a alternativa? Deve ser a bela vida dos coreanos do norte.         

Quem quiser conhecer as realidades do comunismo e das suas práticas tem vários livros recentes à sua disposição: “Estaline – A Corte do Czar Vermelho” Expresso 6 volumes (2017); “As Minhas Aventuras no País dos Sovietes” José Milhazes (2017); “Os Últimos Dias de Estaline” Joshua Rubenstein (2016); “Lenine no Comboio” Catherine Merridale (2017); “Sussurros. A Vida Privada na Rússia de Estaline” Orlando Figer (2016); “O Fim do Homem Soviético” Svetlana Aleksievitch (2016); “A Filha de Estaline” Rosemary Sullivan (2016).

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