Segunda-feira, 25 de Maio de 2026
Vitor Pimentel
Vitor Pimentel
Empresário

Os cobardes e os DDT’s

Portugal é de facto um país diferente

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É um país pequeno, que se atravessa de automóvel em meia dúzia de horas, mas que, ao mesmo tempo, desperdiça e deixa ao abandono dois terços do seu território, que por sinal tem valências e capacidades únicas, não dando igualdade de oportunidades ao seu povo, quer na educação, quer na saúde, quer na justiça.

 Portugal tem pouco mais de dez milhões de habitantes. Ainda assim, tem o melhor jogador de futebol do mundo, treinadores espalhados pelas principais ligas, é campeão da Europa de futebol e futsal, campeão do mundo de hóquei em patins e tem desportistas de elite como Miguel Oliveira, Félix da Costa, Fernando Pimenta e Nélson Évora, além de figuras internacionais em várias áreas, como a pianista Maria João Pires e a modelo Sara Sampaio, entre tantas outras.  

Tem, também, destacados médicos, como o Dr. António Damásio, o Dr. João de Deus ou o Dr. Gentil Martins, dentro duma classe profissional que se distingue pela competência, a quem esta semana alguém chamou “cobardes”.

Todos esses “cobardes”, desde o dia 2 de março de 2020, fizeram o medo dar lugar à entrega, a resiliência substituir a incerteza e o espírito de missão tomar o lugar da angústia.  

Os mesmos “cobardes” que pediram material médico, máscaras, luvas e ventiladores, mas que em vez disso receberam a final da Champions como prémio.

Em contraponto aos “cobardes” temos os DDT’s (Donos Disto Tudo), cujo membro mais famoso é o primeiro-ministro António Costa, um homem que usurpou o poder após uma derrota eleitoral e se instalou de armas e bagagens no Estado, numa teia de amiguismo, compadrio e cumplicidade familiar sem paralelo no país.

Um rimeiro-ministro que apelidou de “cobardes” os profissionais de saúde, e que os tem vindo a desvalorizar permanentemente, que dá cobertura ao crime de Estado em Reguengos e mantém vergonhosamente em funções a ministra Ana Mendes Godinho. O mesmo primeiro-ministro que teve uma atuação miserável com Pedrógão, que insultou e tentou agredir um idoso discordante. Um Primeiro-Ministro que preza o poder e despreza tudo o resto.

Pobre Portugal que, com tantos talentos, tem um primeiro-ministro que é sempre elogiado pela habilidade e nunca pela verticalidade.■

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