Algumas empresas emergentes destacam-se pelo forte crescimento do volume de negócios: SMART NATURE (Bragança), com +319,05% no setor farmacêutico, ENIGMATIC RECORD (Chaves), com +242,17% nos acabamentos, e RAMPA VELOZ (Vila Real), com +302,87% na construção.
Vila Real lidera em número de empresas e volume de negócios, e também em receita fiscal estimada: mais de 1,7 milhões de euros recolhidos pelo Estado junto das maiores empresas locais. Chaves e Bragança seguem com valores superiores a 1 milhão de euros. Estes montantes incluem estimativas de IRC (21%) e contribuições sociais (23,75%) sobre salários médios anuais de 14.400 €.
Os três setores com maior crescimento médio são: Compra e venda de bens imobiliários (+233,76%), Desenvolvimento de projetos de edifícios (+213,54%) e Produção de azeite (+85,95%). Este último reflete dinâmicas específicas da região, como a valorização do azeite transmontano, reconhecido pela sua qualidade e certificações DOP, a crescente procura internacional, o investimento em tecnologia agrícola, o aproveitamento de fundos europeus e a integração vertical das cadeias produtivas.
Quanto à distribuição setorial, o retalho alimentar e automóvel representa cerca de 40% das empresas listadas, seguido pela Indústria transformadora (25%), Energia (15%), Construção e engenharia civil (15%) e Agricultura e viticultura (10%).
Relativizando o impacto do emprego das grandes empresas na população ativa de cada concelho, Macedo de Cavaleiros e Mogadouro lideram com mais de 0,6% da população empregada diretamente nas maiores empresas locais. Vila Real e Chaves, apesar de terem mais empresas, apresentam rácios mais baixos devido à maior dimensão demográfica e à concentração da população ativa no setor público e nas PME.
Se os transmontanos quiserem emular os modelos vizinhos, podem inspirar-se nas empresas agrícolas de Zamora, como QUESOS EL PASTOR, MORALEJO SELECCIÓN e LECHE GAZA, ou nas industriais de Ourense e Salamanca. Alternativamente, podem mirar os exemplos tecnológicos de Braga (Continental Mabor, Bosch, Prozis), Viana do Castelo (Metaloviana, Autosantoinho, Onworks) e Viseu (Constructel Visabeira, PCA de Mangualde). Bons exemplos não faltam. O desafio é garantir que os milhões gerados fiquem investidos na região, multiplicando valor local e evitando que Trás-os-Montes continue a dar muito e receber pouco.




