Terça-feira, 21 de Maio de 2024
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Portugal “é um dos países europeus onde se investe menos em saúde preventiva”

No dia 7 de abril celebrou-se o Dia Mundial da Saúde. Eis uma boa oportunidade para olharmos para alguns indicadores relativos à saúde dos portugueses.

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Analisemos, em particular, a qualidade da nossa saúde preventiva. Saúde preventiva refere-se a um conjunto de medidas que visam prevenir o desenvolvimento de doenças e promover a saúde e o bem-estar geral. Abrange uma ampla gama de ações, desde a adoção de hábitos saudáveis até à realização de exames médicos regulares. A prevenção também pode ajudar a reduzir os custos com saúde, uma vez que ao prevenir doenças é possível evitar gastos posteriores mais elevados com consultas médicas, exames, internamentos e medicamentos.

No entanto, Portugal é um dos países europeus onde menos se investe em saúde preventiva. Entre os 31 países europeus considerados (os 27 Estados membros da UE, mais o Reino Unido, a Noruega, a Suíça e a Islândia), Portugal era, em 2021, o 9.º com menor despesa anual per capita em saúde preventiva (em paridade de poderes de compra). A preços de Portugal, gastava-se, em média por cada residente, 73€ por ano em saúde preventiva no nosso país, menos cerca de 60% da média da UE (185€).

Na Áustria, o primeiro classificado no ranking europeu, a despesa per capita atingia os 451€ anuais, mais de seis vezes o que se verificava em Portugal. Seguem-se nos lugares cimeiros os Países Baixos, a Dinamarca, a Alemanha, Luxemburgo e Finlândia. No fundo da tabela, ou seja, com menor investimento em saúde preventiva per capita, estava a Eslováquia, com uma despesa per capita anual de 23€. Próximo da Eslováquia encontramos a Polónia, Malta, Bulgária e Roménia.

As despesas consideradas dizem respeito aos bens e serviços de saúde consumidos pelos residentes nacionais, independentemente do local onde esse consumo se efetua (pode ser no resto do mundo) ou de quem o paga.

Os números revelam uma Europa com diferentes realidades: num extremo encontramos os países de leste (excluindo bálticos) com os piores níveis de investimento em saúde preventiva, tendo Portugal por perto; no outro extremo, pela positiva, estão a maioria dos países do Centro e Norte da Europa com um maior investimento em saúde preventiva.

Num contexto crescente de preocupação com a sustentabilidade financeira dos sistemas de saúde, perante os desafios demográficos, a saúde preventiva assume um papel cada vez mais importante como investimento essencial no presente para evitar custos maiores no futuro.

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