Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022
Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Prefiro uma crónica justa a uma medalha subserviente

Quando Miguel Torga casou disse à Mulher que em qualquer momento a trocaria por um verso. Depois do que vi e ouvi, na última sexta-feira, a partir do Palácio de Belém, tenho direito a dizer neste jornal que me tem aturado desde há 62 anos ininterruptos e no preciso dia em completo 76 de idade que prefiro ser correto e coerente com o que digo, a ver-me num lote de quinze autarcas que se limitaram a cumprir (nalguns casos, mal, ou muito mal) o cargo a que concorreram, prometendo o céu e a terra e saindo contrafeitos por força de uma norma democrática.

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Nunca saberei, nem os leitores que concordam comigo, as razões pelas quais o PR entendeu chamar 7 autarcas do PSD, seis do PS e um da CDU, para agradecer parte daquilo que fizeram por dever de ofício, sendo que há tantos cidadãos, públicos e privados, que trabalham por necessidade de sobrevivência, ora 36, ora 40 anos, outros mais do que isso, custeando viagens, deitando-se tarde e erguendo-se cedo para cumprirem, rigorosamente, os seus deveres. E nenhum desses mereceu uma medalha ao peito dentro ou fora da residência do Chefe de Estado. Claro que os autarcas sempre dispuseram de viatura e motorista, de ajudas de custo, de paquetes para levar as compras a casa ou as

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