Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

STFPSN na linha da frente contra o Pacote Laboral

A Greve Geral, do passado 11 de Dezembro, foi um murro na mesa de quem trabalha e não aceita continuar a ser tratado como descartável.

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Nos serviços públicos e sociais do Norte, os trabalhadores organizados no STFPSN estiveram na linha da frente de uma resposta que atravessou o país e desmontou a narrativa do Governo PSD/CDS, apoiado por CH e IL, de que o Pacote Laboral é inevitável. Não é inevitável: é uma opção política ao serviço dos grandes grupos económicos e contra quem vive do seu trabalho.

 Na Função Pública e no sector social, este pacote é uma sentença de mais precariedade, carreiras ainda mais bloqueadas, salários que não acompanham o custo de vida, horários desregulados e serviços cada vez mais fragilizados. O Governo quer transformar direitos em favores e estabilidade em privilégio. Quer um Estado fraco, trabalhadores submissos e serviços públicos degradados para abrir caminho ao negócio privado, sobretudo na saúde e na ação social.

 Os trabalhadores conhecem bem esta realidade. Anos de congelamentos, progressões adiadas e perda real de poder de compra criaram um clima de desgaste permanente. Faltam trabalhadores nas escolas, nas autarquias, nos centros de saúde, serviços públicos e nas instituições sociais. Quem fica, acumula funções, trabalha mais horas e recebe menos em termos reais. Isto não é modernização: é exploração.

 O STFPSN não se resigna. Este sindicato tem estado no terreno, a esclarecer, organizar e mobilizar, porque sabe que sem luta nada muda. A Greve Geral, o abaixo-assinado com mais de 190 mil subscrições e a manifestação de Janeiro provaram que os trabalhadores não aceitam este caminho. Querem respeito, valorização das carreiras e salários dignos.

 É por isso que, a partir de 9 de Fevereiro, a mobilização vai intensificar-se nos locais de trabalho, com plenários, ações de rua, concentrações e greves. E no dia 28 de Fevereiro, no Porto, os trabalhadores voltarão a afirmar, em manifestação nacional descentralizada, que é possível uma vida melhor, com mais salário, direitos e serviços públicos.

 Sem trabalhadores valorizados não há Estado social. Sem serviços públicos fortes não há democracia. O STFPSN continuará na linha da frente, porque desistir não é opção. A luta é o caminho.

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