Sábado, 18 de Setembro de 2021
Vitor Pimentel
Empresário. Colunista de A Voz de Trás-os-Montes

“Uns e Outros”

Na reta final de elaboração e entrega de listas às eleições autárquicas de 2021, é necessário fazer um exercício de análise sério e objetivo sobre as principais personalidades em disputa, sobre quem queremos a liderar Chaves nos próximos anos.

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Por um lado, está a coligação “Chaves Primeiro”, constituída por PPD/PSD e CDS-PP, em que os cabeças de lista aos órgãos municipais são antigos autarcas, com provas dadas, condecorados pelo mérito da sua política.

Francisco Tavares foi autarca durante mais de duas décadas, transformou uma vila na cidade mais produtiva de Trás-os-Montes, e posteriormente deputado na Assembleia da República. Engenheiro civil de profissão, regressou à universidade para tirar Direito. Com ele, cartazes como o de Dorna não existiam, pois dotou todo o concelho de Valpaços de saneamento básico.

Carmona Rodrigues foi presidente de Câmara em Lisboa, a capital do país, Ministro, Professor Universitário na Universidade Nova de Lisboa. Doutorado em Engenharia.

Juntos, reúnem mais de 30 anos de poder local. São pessoas de reconhecida competência, profissionalismo e dedicação à causa pública. Retiraram-se da política quando entenderam. Voltam como mais-valias para Chaves e para os flavienses.

Por outro lado, está o Partido Socialista, detentor do poder nos últimos 4 anos, cujo principal autarca (e recandidato) é mais do mesmo de tudo.

Dependente da política, nunca teve um emprego que não fosse atribuído por favor. Arrastam-se de cargo em cargo, consoante os ciclos do partido.

Resumidamente, na carreira foi: Jurista na Câmara Municipal de Chaves, Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Chaves, Chefe de Divisão Administrativa na Câmara Municipal de Chaves, Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Montalegre; Diretor Executivo do Agrupamentos de Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso, Diretor de Departamento de Administração Geral e Finanças na Câmara Municipal de Montalegre. Não se lhe reconhece mérito algum na sua atividade profissional, nem nunca ousou ingressar no setor privado onde o mercado de trabalho tende a ser menos meigo.

Como autarca não cumpriu os seus compromissos, sendo apenas gestor de expectativas. Trabalha em função da recandidatura, de manter o emprego.

No final de contas, uma escolha nunca foi tão simples e clara. Saibamos todos expurgar truques de comunicação – do sorriso plástico, da falsa empatia – pois isto é tudo uma questão de currículo.

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