Quarta-feira, 28 de Julho de 2021
Amílcar Castro de Almeida
Presidente da Câmara Municipal de Valpaços

Valpaços – A Capital do Folar

Este é, sem sombra de dúvida, o período mais difícil da minha vida autárquica. Diariamente somos confrontados com novos desafios, nunca antes ponderados, que me deixam apreensivo quanto ao futuro, mas ao mesmo tempo com a forte determinação de proteger toda a população, não olhando a meios para travar esta pandemia e atenuar as suas […]

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Este é, sem sombra de dúvida, o período mais difícil da minha vida autárquica. Diariamente somos confrontados com novos desafios, nunca antes ponderados, que me deixam apreensivo quanto ao futuro, mas ao mesmo tempo com a forte determinação de proteger toda a população, não olhando a meios para travar esta pandemia e atenuar as suas consequências.

Um período que contrasta com o que a Capital do Folar costuma vivenciar há mais de duas décadas por esta altura. Esta semana, estaria o concelho de Valpaços em alvoroço pelas melhores razões. O evento rainha aqui realizado anualmente ultimava pormenores para receber milhares de visitantes de vários pontos do nosso Portugal e de outros tantos países por onde os nossos emigrantes estão espalhados.

Conhecedores da nossa qualidade e excelência, encontram na Feira do Folar de Valpaços os produtos com cada vez maior peso económico para o nosso concelho, porque é uma montra do território, uma janela por onde Valpaços mostra a sua riqueza patrimonial e cultural, num fim de semana em que se celebra a nossa tradição e identidade, impulsionando todos os outros produtos da terra e demonstrando o seu imenso potencial para a consolidação da atividade turística regional.

São vários meses de preparação e investimento, tanto da parte da autarquia como dos produtores que tornaram a nossa Feira do Folar no evento de referência que é hoje. Um dos factores preponderantes que a distingue das demais feiras gastronómicas da região e do país é a participação exclusiva de produtores do concelho, num total de 120, sendo tudo o que é comercializado na feira é derivado das nossas matérias-primas e aqui produzido. Daí o grande impacto económico para o nosso concelho.

Este ano não haverá a azáfama e o rodopio. Não haverão os reencontros entre amigos, produtores e visitantes. Não se ouvirão os barulhos das centenas de motas e jeeps, que habitualmente passeiam pelas magníficas paisagens do concelho. Não partilharemos os sorrisos, apesar do empenho e do cansaço das várias horas a trabalhar para responder às expectativas de quem nos visita. Não haverá retorno nem facturação do trabalho já realizado. Haverá silêncio… porque todos temos de FICAR EM CASA.

Mas, prometemos regressar em 2021 mais fortes que nunca.

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