Quem ama Vila Real, ama as suas marchas, fala delas, enamora-se por elas. É o povo que abandona as suas aldeias, vai ver as marchas e com elas vibra e aplaude…
Nos últimos tempos, há uma força coletiva das populações que vive a identidade egrégia dos seus antepassados. O trabalho árduo para por em pé marchas tão laboriosas como graciosas, representa um sinal eloquente de que a força do coletivo funciona com sucesso garantido.
E as freguesias põem à prova a sua criatividade que normalmente obriga a horas loucas de dedicação, mas também de entusiasmo lavrado entre todos os obreiros. Importa que cada freguesia esteja presente, dando o seu melhor… vale a pena porque a vontade do fazer em equipa é como sol doirado, luz pejada de sensações.
As marchas populares em Vila Real são hoje cartaz de visita para milhares de forasteiros que acorrem à Avenida para se deliciarem com o desfile onde participam muitas centenas de figurantes e músicos de bandas, tunas e ranchos… é a festa do povo, a festa da alegria; a festa da libertação.
E as marchas em cada ano são mais coloridas de sons e de trajes e coreografias inspiradas nos costumes locais.
E o povo desta majestosa região, deixa-se facilmente enfeitiçar pelo flash iluminado que as belas imagens lhes inspiram com caras de gente, expressões e símbolos, gestos, densidades, fluidez, invocações, memórias, sorrisos e paixões. Tudo isto se retrata nas marchas, tudo isto os participantes sentem apaixonadamente…
Este ano e mais uma vez a moldura humana emocionou e contagiou todos os presentes. As marchas foram igualmente dignas com as crianças desfilando em lindos ramalhetes de cores, em ternura de sorrisos e movimentos em forma de bailações. E como as mais belas flores dos campos, elas espalharam perfumes em alegria resplandecente… Está de parabéns a Câmara Municipal que continua a dar a estas marchas a dimensão agregadora do coletivo, visando a obtenção de uma dinâmica social e cultural por aquilo que cada freguesia pode e deve fazer por um bem que a todos pertence.
Já lá vai o tempo em que o enrodilhado de curvas e contracurvas era um obstáculo para quem do sul queria ver as belezas de Vila Real, passando pelo Marão. Os camiões que se arrastavam a 20 quilómetros não permitiam ultrapassagens. Hoje, Vila Real é uma cidade aberta ao mundo. As festas populares da nossa cidade têm ajudado ao longo dos anos à congregação da vontade coletiva. Ao espírito insondável da união.
Para o ano cá vamos estar a falar de novo das nossas marchas populares ainda com mais entusiasmo, mais força e mais alegria.
Bravo! Bravo a todas as freguesias.


