Em Portugal priorizam-se as politicas de institucionalização e desarticuladamente emergem algumas tentativas – muito ténues – de estímulo ao apoio informal. Todavia, a tendência deveria ser contrária ao estabelecido em território nacional.
Atualmente, Dinamarca, Holanda, Suécia e Noruega despendem mais do dobro da média europeia (UE27) nos cuidados formais, sejam eles cuidados continuados ou cuidados domiciliários [Não posso deixar de sublinhar que estes são dos países mais felizes, dos países mais ricos da Europa].
A aposta no apoio formal deveria ser uma estratégia para minimizar o iminente efeito colateral que o absentismo laboral e os problemas de saúde dos cuidadores informais têm na despesa pública. Não esquecendo a importância do combate ao trabalho ilegal e paralelo, que se verifica neste tipo de apoio informal, nomeadamente no apoio domiciliário.
A transição do apoio informal para o apoio formal deve ser acompanhado de estratégias e programas nacionais estruturantes, que promovam um envelhecimento saudável e com qualidade.
Na operacionalização de programas nacionais, preventivos e transversais, que acrescentem valor e resultem num impacto decisivo na opção de vivermos melhor os anos que vivemos a mais, não pode falhar a inclusão e a responsabilização de todos os agentes sociais e de saúde, públicos e privados. Reitero, torna-se um imperativo consciencializar o poder político que o impacto orçamental só pode ser minimizado se prepararmos uma velhice mais confortável para os seus, para os nossos.





