Trata-se dum investimento de elevada relevância estratégica, ao qual o PSD se associou desde a primeira hora, descordando apenas do modelo de financiamento.
Na Assembleia Municipal de Vila Real (AMVR) de 30/06/25, o grupo parlamentar do PSD propôs a criação de um Grupo de Trabalho para o acompanhamento desta empreitada, em particular, com os objetivos “i) Acompanhar o desenvolvimento técnico e financeiro da empreitada; ii) Observar o cumprimento dos prazos contratuais e legais; iii) Promover a articulação institucional entre os órgãos autárquicos e prestar informação à AMVRl; iv) Apresentar relatórios de progresso com periodicidade trimestral ou sempre que a AMVR o determine.” Esta proposta, incompreensivelmente, não chegou a ser discutida, uma vez que o PS, que detém a maioria na AMVR, não aprovou a sua submissão, para discussão e votação. Foi mais um exercício de falta de democracia e de debate público, como tantos outros, que o PS local tem praticado ao longo dos últimos quatro anos.
O PSD propôs então a realização de uma reunião da “Comissão Especializada de Ordenamento do Território e Mobilidade”, de modo a obter mais informação relativamente à empreitada, propondo inclusivamente uma visita à obra.
No dia 25/07/25 tive oportunidade de acompanhar a visita à obra da referida Comissão e o vereador do pelouro da CMVR.
Ficou evidente a relevância e a oportunidade da reunião e da visita. Tal como exposto pelo PSD na AMVR, a obra está com um atraso bastante significativo e o adiamento na sua conclusão vai inevitavelmente prejudicar os vila-realenses ao adiar a disponibilização duma infraestrutura multifuncional destinada a atividades recreativas, de lazer e desportivas.
Em junho, a obra tinha um desvio financeiro negativo de – 2.812.845,70€, em relação ao Cronograma Financeiro contratado.
Está decorrido 40% do prazo da obra, e apenas está realizado/faturado 13% do valor global. É motivo para preocupação.
Resultou da visita o compromisso de o empreiteiro apresentar um plano de recuperação para reduzir o atraso que se verifica e incrementar os meios humanos e equipamentos na obra, de forma a encurtar os prazos.
Valeu a pena o PSD levantar o problema, apesar da desconfiança e desapreço manifestado na última AMVR pelo PS.
Os últimos quaro anos foram um pouco disto: as propostas que o PSD foi fazendo nos diversos orgãos, tiveram sempre uma reação negativa, de desprezo e desconsideração da parte do PS. Muitas vezes, o PSD quis debater política, e a disponibilidade do PS era discutir apenas “politiquice”!
Valorizar a oposição é fortalecer o debate, garantir a transparência e melhorar a qualidade da gestão pública. Uma oposição responsável é o alicerce da democracia local: fiscaliza, propõe e defende os interesses da população.
É isso que procuramos fazer nos últimos anos!
Boas Férias!






