Terça-feira, 17 de Maio de 2022
Manuel R. Cordeiro
Professor Aposentado da UTAD. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A pandemia e as suas consequências

Como tudo indica a pandemia que nos acompanha há quase dois anos, estará, tudo o indica, a aproximar-se do fim.

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Não sei se será definitivamente ou se continuará entre nós, mas com menos capacidade para interferir na nossa vida. As sequelas que nos deixará quando desaparecer em definitivo ainda estão longe de estar identificadas e sabermos qual o seu alcance. Espero que os nossos governantes tenham aprendido a lidar com situações como esta para que a nossa vida siga com a normalidade necessária a termos uma vida tranquila e que, como seres humanos, exigimos ter.

A minha maior preocupação são as nossas crianças que, como a minha neta Leonor, foram apanhadas entre os 3 e os 12 anos de idade. Porque digo isto? Porque aquilo que eles ouviram durante quase 2 anos nas escolas sobre a proibição de partilhar os equipamentos escolares com os colegas, de se cumprimentarem, de brincarem juntos, etc, deve causar-lhes uma tremenda confusão.

Oxalá não seja mais que isso, mas pode acontecer que se traduza na criação de mentalidades egoístas em muitas delas. No entanto, os especialistas que estudam estes problemas melhor que eu saberão como ajudá-las a ultrapassar esses problemas. Oxalá elas e os seus educadores consigam retomar a aprendizagem escolar com a normalidade de antes da pandemia.

A pandemia agravou as dificuldades que temos em poder procurar soluções para os problemas de saúde quando nos dirigimos a muitos dos nossos hospitais. Não se pode admitir que seja uma tarefa hercúlea conseguir marcar uma simples visita a uma pessoa internada. Há falta de pessoal administrativo? Se sim, então contratem-se mais. O equipamento não é o mais adequado? Substitua-se por outro.

Estou certo que o pessoal administrativo fará o que melhor pode e sabe. Ressalvo que há instituições públicas de saúde cujo funcionamento tenho que enaltecer. A criação das Unidades de Saúde Familiar permitiram ou deviam permitir, uma maior aproximação entre os utentes e o pessoal de saúde, médicos e enfermeiros. Posso garantir que algumas funcionam muito bem.

A que melhor conheço é aquela a que eu e a minha família pertencemos: a USF Corgo, em Vila Real. Geralmente as consultas ocorrem às horas marcadas, o acesso a receitas médicas e a marcação de consultas presencialmente ou via e-mail funciona muito bem.

Tem as instalações adequadas a um centro de saúde com as suas dimensões. Tem atendimento muito personalizado e feito por funcionários administrativos, por pessoal de enfermagem e por médicos, tendo todos eles em comum uma grande simpatia e competência

. Se esta funciona assim porque é que outras não funcionam? As condições dadas por quem governa devem ser iguais em todas. Só podem ser as pessoas que a dirigem e lá trabalham, a fazer a diferença. Oxalá que o governo que sair destas eleições escolha os mais capazes para nos governar. Confesso que não tenho muita expetativa que isso vá acontecer, apesar de ser um católico com muita fé.

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