É verdade que a palavra foi adquirindo novos significados e hoje tem um uso mais alargado e um pouco diferente do que há umas décadas atrás.
O fascismo nasceu no dia 23 de março de 1919, em Itália, quando Benito Mussolini criou em Milão a organização “Fasci Italiani di Combattimento”. A palavra fascismo nasceu de um símbolo – fascio littorio – símbolo de origem etrusca usado pelos romanos, um feixe de varas amarradas em torno de um machado, para significar a união de todas as classes ou forças em volta de um chefe forte para se levar a cabo a construção de uma nova sociedade.
O fascismo está profundamente alicerçado no mito da nação, sendo de forte pendor ultranacionalista. Partindo da constatação de que a nação está ou entrou em decadência moral, imbuído de um impulso reacionário, o fascismo propõe, através da mobilização das massas e de todas as forças produtivas, a realização de uma contrarrevolução radical e guerreira que promova a regeneração e o renascimento da nação, o nascimento de uma nova elite heroica, que vai ajudar a nascer um homem novo e uma sociedade nova, face à atual elite e sociedade decadentes. Este é o grande fim do fascismo. Insere-se nos movimentos políticos ou nas ideologias que pretenderam criar sociedades completamente diferentes, criar um homem novo e transformar o mundo, como é o marxismo ou o socialismo. Os dois maiores representantes do fascismo são Benito Mussolini, na Itália, e Adolf Hitler, na Alemanha.
Vemos assim que usar a palavra fascista, no seu sentido mais clássico e originário, é muito diferente do que hoje usamos. Atualmente, a palavra fascista tem um novo sentido, na nossa linguagem corrente e quotidiana quer dizer alguém que é autoritário, que quer impor o seu pensamento ou opinião aos outros e não aceita o pensamento dos outros, alguém que é intolerante e reacionário e não aceita o progresso das ideias e das mudanças sociais, alguém que não respeita os direitos das minorias, alguém que recusa o pluralismo. Há pessoas de esquerda que usam a palavra para nomear quem não é de esquerda, mas isso é incorreto e abusivo, porque muita gente que não é de esquerda não é fascista.
Muitos dirão por aí nas ruas que derrubaram o Estado Novo fascista. Na verdade, derrubaram uma ditadura conservadora e tradicionalista.






