Quinta-feira, 20 de Junho de 2024
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Ricardo Almeida
Ricardo Almeida
Professor e Empreendedor Social

Alexandre, O Grande!

O poder é um jogo social. A sua manutenção acarreta sempre uma luta constante e determinada, até porque existirá sempre, simultaneamente, alguém do outro lado disponível para lutar e querer alcançá-lo.

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Esta dialética normal na conquista do poder é uma realidade que observamos repetidamente no confronto político, quer seja na Assembleia da República ou numa Assembleia Municipal.

A tática política é evidente e patente nos vários posicionamentos políticos que os partidos assumem diariamente, fazendo-se valer da sua influência para conquistar uma vantagem competitiva que lhes permita manter o poder ou, pelo contrário, conquistá-lo. Apesar de chocar e irritar muita gente, será este pragmatismo tático, uns com uma versão mais cínica, outros mais construtiva, que permitirá a todos os líderes políticos a construção do seu próprio caminho e o simbolismo que isso acarreta.

As novas lideranças terão obrigatoriamente de ser responsáveis pela arquitetura do seu próprio trajeto, sem que sejam assombradas por líderes que já saíram ou que estão para sair. Como nos diz Carl Von Clausewitz “É sempre possível formar a mente de um futuro líder, mas não acompanhá-lo ao campo de batalha, da mesma forma que um tutor sensível forma a mente aberta de um jovem, sem todavia, ter um domínio sobre ele durante o resto da sua vida”.

A história de Alexandre, O Grande, parece-me pertinente e interessante trazer para esta reflexão. A sua intensa aversão ao estilo de liderança de governação do pai, o Rei Filipe da Macedónia, que apesar da reconstrução de um reinado e de lhe dar uma visão expansionista, manteve-se como cauteloso na governação, palavroso no discurso e boémio nos prazeres, obrigou-o a perceber que para ser Rei teria de ser o oposto do pai dominador, forçar-se-ia a ser corajoso, imprudente, de poucas palavras e não perderia o seu tempo em busca de prazeres que não lhe comprariam a glória. Ora, quando o Rei Filipe foi assassinado, o jovem Alexandre, contra todos os aconselhamentos de prudência, marchou até aos pontos longínquos do reino, aniquilou as cidades rebeldes e reuniu um império com brutal eficiência, dando início a um novo legado.

Bem sei que os tempos são outros, mas um filho jamais sairá da sombra do pai se não reconhecer que terá de recomeçar do zero e para isso é necessário que tenha espaço e liberdade para escolher o seu próprio caminho. Foi assim que o jovem Alexandre se tornou “O Grande”.

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