Foi assim que a Associação dos Amigos do Museu do Douro (AAMD) recebeu há dois anos, julgo, um convite da Federação de Amigos dos Museus de Portugal (FAMP) para participar numa reunião, a que deu resposta positiva. Daí a tornar-se mais um associado daquela federação foi um pequeno passo. Por isso, mesmo que não se valorize muito certos eventos que vão acontecendo por cá, no último fim de semana de setembro teve lugar, no Museu do Douro, o Encontro Anual da FAMP. Divulgou-se o Museu, deram-se a conhecer algumas das suas muitas atividades, tal como de alguns dos membros que constituem a Rede de Museus do Douro, partilharam-se informações e trocaram-se experiências numa salutar e enriquecedora troca de opiniões.
A federação tem “como sua principal função dinamizar os grupos existentes, intensificando a comunicação e apoiando a sua ação, fomentar a criação de novos grupos e projetar na sociedade a defesa da herança cultural e a atividade dos Amigos dos Museus”. O Encontro no Douro foi claro nesse âmbito. Daí que se tenha constatado o importante papel que as Associações de Amigos desempenham na dinamização dos museus a que estão afetas. Foi notória a influência positiva, a título de exemplo, do Grupo de Amigos do Museu de Alberto Sampaio que nasceu, aliás, como Grupo de Amiguinhos, dado o relevante papel que as crianças desempenharam na atratividade daquele museu, em grande parte devido à dinâmica do seu Serviço Educativo – ali se lembrou que as crianças eram verdadeiros guias dos pais, na visita ao museu, quando a família passeava no Largo da Oliveira.
A AAMD foi a anfitriã. Pôde testemunhar a sua constituição, os problemas, seus e do próprio Museu da Região do Douro, nos primeiros passos, e a forma como se ultrapassaram, porque era necessário “amparar a criança que ainda era muito pequenina e débil”, e como criou formas de “ajudar a estabelecer uma interface do próprio Museu com a sociedade, nomeadamente, a comunidade regional”. O convite à Liga dos Amigos do Douro Património Mundial para participar e intervir mostrou como é possível cooperar na valorização e promoção da região, conscientes de que o Douro é um território, mas de igual modo, uma comunidade de pessoas que o transformou através dos séculos, tornando-o um património de todos.






