Sexta-feira, 17 de Setembro de 2021
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Comendador Elísio Neves: prémio justo e certeiro

Carta aberta ao novo Comendador

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Acabei de ler a informação no endereço da nossa Academia de Letras de Trás-os-Montes, de que foi. dia 5 de Agosto, distinguido com o Grau de Comendador da Ordem de Mérito, pelo Presidente da República. Apresso-me a felicitá-lo e a confirmar que bem merece essa Comenda pelo muito que já deu ao Turismo e à Cultura, em todas as suas vertentes. Ignoro se o Dr. A. M. Pires Cabral já foi, igualmente, condecorado, por essa ou equivalente distinção.

Se ainda não foi, era bom que o PR o fizesse, enquanto está com as mãos quentes. Muitas vezes tem distinguido condecorações, louvores e referências públicas a gente que nada ou muito pouco fez pela sociedade, pela cultura e outras valências que não se devem quantificar por mera proeza momentânea, ou favores políticos. Todos nós conhecemos verdadeiros ditadores que foram condecorados no dia 10 de Junho, como autarcas modelo, mas que saíram, cheios como ovos e com carradas de suspeições identificadas que nunca foram julgados.                                                                                      

Elísio Amaral Neves e A. M. Pires Cabral congeminaram um projeto cultural que sempre foi transparente, plural e pioneiro, em Portugal.

Ambos formaram uma parelha que será difícil de repetir numa Instituição de Utilidade Pública, como é o Grémio Literário. Já por diversas vezes o escrevi e repito: em termos de Cultura e de transparência (para não usar a palavra «política» que tão esfarrapada tem andado) Vila Real, através do Grémio Literário, tem sido o exemplo mais evidente do país. Na sua pessoa, cumprimento a equipa dessa Instituição Cultural, fazendo votos de que o PR e quem venha a substituí-lo, não teimem em distinguir apenas os urbanos de Lisboa, Porto e arredores. Os «provincianos» de além-douro, são exemplos do nepotismo mais descarado: só favorece os intelectuais que habitam à beira-mar, a partir do Terreiro do Paço. Veja-se o exemplo de Camilo de Mendonça que acabou de celebrar o centenário do seu nascimento, a título póstumo. Outro mediático exemplo: o Padre Fontes colocou as Terras de Barroso, com trinta e três congressos de medicina popular, e também a “Sexta-Feira treze”) que nunca tal se vira, desde os anos cinquenta quando o concelho tinha trinta mil. Hoje tem terço. Este clérigo Barrosão fez mais pela Região do que o poder político.  Há uns anos, correu um abaixo assinado que foi enviado à Presidência da República. A imprensa falou muito da justeza dessa homenagem.  Alguns noticiaram que  o «Padre do Grilo» pretendia trazer, ao de cima  as bruxas de Barroso, para ofuscarem as mulheres de Lisboa e arredores. De facto os Políticos apenas tratam o país até ao Douro. Daí para cima o povo é sereno, os votos caem na urna, com a algazarra de cada último comício.

Parabéns Senhor Comendador!

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