Com este objetivo, líderes de toda a Europa, alinhados na rejeição da guerra de Putin contra a Ucrânia, reuniram-se em Praga. Encontro inaugural da Comunidade Política Europeia, em processo intergovernamental, que juntou os países interessados em cooperar na reposição da paz e da estabilidade no seu espaço geográfico.
São 44 os países europeus que se juntaram, ficando apenas de fora a Rússia e o seu satélite; a Bielorrússia, cujo líder é um pau mandado do ditador soviético. Ou seja, dos 46 Estados que constituem o continente europeu, 44 decidiram criar uma plataforma de diálogo alargado, especificamente, com a finalidade de defender este vasto território de um eventual desvario que ocorra perpetrar ao líder de Moscovo. Recorde-se também, que neste nosso continente, a União Europeia engloba 27 países, cuja finalidade maior é a da cooperação no domínio económico. A NATO é a organização de carácter político, que tem como finalidade primeira a defesa. Nesta instituição alinham-se outros países não europeus, dos quais, o mais importante será, sem dúvida, os E.U.A. Esta organização nascida no pós-segunda Guerra Mundial, tem tido um papel relevante na manutenção da paz e agora, um papel decisivo e indireto, no apoio à Ucrânia, que se viu, de um momento para o outro, e sem aviso prévio, a ser barbaramente atacada no seu vasto território.
Nesta sua primeira reunião em Praga, esta nova Comunidade Política, tomou decisões importantes, que vieram reforçar os mecanismos de cooperação para responder aos desafios relacionados com a paz e instabilidade do continente europeu.
Relativamente ao conflito na Ucrânia, exigiram à Rússia, que retire, imediatamente e incondicionalmente, todas as suas tropas e equipamento militar do território ucraniano. Afirmando que “nunca reconheceremos a anexação ilegal de território ucraniano, nem os referendos políticos fictícios organizados pela Rússia para a justificar”.
No final deste primeiro encontro comentava-se que a máquina de propaganda russa terá alguma dificuldade para disfarçar o isolamento internacional do Kremlin.
Oxalá esta nova comunidade venha a ter uma intervenção decisiva, que leve ao final deste conflito já com um rasto de destruição e de morte de tantas vítimas inocentes.






