Segunda-feira, 25 de Maio de 2026
Vitor Pimentel
Vitor Pimentel
Empresário

Extremos que se tocam

Ponto prévio: existe racismo e racistas em Portugal, como em todos os países do mundo. No entanto, o Portugal não é um “país racista”, e ninguém de boa fé, encontra sentido em tal observação.

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Seja na legislação ou nas instituições — desde a justiça, passando pela segurança e acabando na saúde e educação — não existe um sistema que discrimine e condicione os seus cidadãos com base na sua raça.

A Constituição e restante legislação proíbem as manifestações de racismo. A esmagadora maioria dos portugueses são respeitadores e tolerantes, vivendo pacificamente na sua comunidade.

Independentemente das suas características físicas, origens, credos e condições de vida, a maioria dos portugueses condena o homicídio de Bruno Candé, denunciando o seu autor e o respectivo ato criminoso. 

No entanto, procurando importar ressentimentos de outros países, os partidos extremistas do regime aproveitam para tentar acender o rastilho da discórdia através de uma discussão estéril e estúpida. 

Por um lado, o Bloco de Esquerda e os seus satélites, como o SOS Racismo de Mamadou Ba, achincalham o legado cultural do país e promovem o revisionismo histórico, exponenciando estes incidentes como modo de sobrevivência e acção política. 

Por outro lado, temos o Chega que promove  manifestações “anti-racistas”, numa lógica subordinada ao mero papel de contraponto, populista e irresponsável, da extrema-esquerda, rejeitando qualquer apelo à ponderação e diálogo. 

Na ânsia de marcar uma posição, o Chega resolveu juntar umas centenas de pessoas nas ruas de Lisboa, em plena crise pandémica, ignorando, as milhares de mortes,  os milhões de consultas e centenas de milhares de operações canceladas. 

Tal como no caso da Festa do Avante, não importa o sufoco em que empresas se encontram para manter portas abertas, os milhares de portugueses sem perspectivas profissionais e os outros sacrifícios que enfrentámos e continuamos a enfrentar. 

São estes comportamentos que caracterizam os extremos, que lhe dão forma e razão de ser. Perante um país paralisado, sem sinais de  retoma social e económica, aproveita-se a espuma dos dias para se fazer política baseada nos preconceitos dos eleitores e no oportunismo abjecto.

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