Seja na legislação ou nas instituições — desde a justiça, passando pela segurança e acabando na saúde e educação — não existe um sistema que discrimine e condicione os seus cidadãos com base na sua raça.
A Constituição e restante legislação proíbem as manifestações de racismo. A esmagadora maioria dos portugueses são respeitadores e tolerantes, vivendo pacificamente na sua comunidade.
Independentemente das suas características físicas, origens, credos e condições de vida, a maioria dos portugueses condena o homicídio de Bruno Candé, denunciando o seu autor e o respectivo ato criminoso.
No entanto, procurando importar ressentimentos de outros países, os partidos extremistas do regime aproveitam para tentar acender o rastilho da discórdia através de uma discussão estéril e estúpida.
Por um lado, o Bloco de Esquerda e os seus satélites, como o SOS Racismo de Mamadou Ba, achincalham o legado cultural do país e promovem o revisionismo histórico, exponenciando estes incidentes como modo de sobrevivência e acção política.
Por outro lado, temos o Chega que promove manifestações “anti-racistas”, numa lógica subordinada ao mero papel de contraponto, populista e irresponsável, da extrema-esquerda, rejeitando qualquer apelo à ponderação e diálogo.
Na ânsia de marcar uma posição, o Chega resolveu juntar umas centenas de pessoas nas ruas de Lisboa, em plena crise pandémica, ignorando, as milhares de mortes, os milhões de consultas e centenas de milhares de operações canceladas.
Tal como no caso da Festa do Avante, não importa o sufoco em que empresas se encontram para manter portas abertas, os milhares de portugueses sem perspectivas profissionais e os outros sacrifícios que enfrentámos e continuamos a enfrentar.
São estes comportamentos que caracterizam os extremos, que lhe dão forma e razão de ser. Perante um país paralisado, sem sinais de retoma social e económica, aproveita-se a espuma dos dias para se fazer política baseada nos preconceitos dos eleitores e no oportunismo abjecto.





