Sábado, 3 de Dezembro de 2022
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Manuel R. Cordeiro
Manuel R. Cordeiro
Professor Aposentado da UTAD. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

General Silveira – Um herói (II)

Neste segundo texto vou dar a conhecer aos leitores da Voz de Trás-os-Montes o que ele foi enquanto cidadão e as honras que lhe foram concedidas, consequência natural daquilo que foi a sua vida como cidadão exemplar e como militar ilustre, como poucos o conseguiram ser.

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Foi 9.º Senhor donatário das Honras de Nogueira e S. Cipriano e Senhor do Morgado do Espírito Santo, na Vila de Canelas.

A sua faceta de militar distinto é reconhecida pelos seus feitos em defesa da soberania de Portugal, com destaque para a valentia com que agiu contra os invasores franceses, razão mais do que suficiente para ser promovido a Marechal de Campo, em 1809, aos 46 anos e em 1812 promovido a Tenente-general. Com uma folha tão brilhante como a que ele tinha, não admira que fosse recompensado pelo Rei de Portugal com algumas mercês que só os portugueses que se distinguiram na sua contribuição para a defesa do nosso Portugal. A primeira recebeu-a da Rainha Dona Maria I, no dia 20 de junho de 1775, tinha então 12 anos e diz textualmente: “Houve Sua majestade por bem, fazer mercê a Francisco da Silveira de o tornar no mesmo foro de seu moço Fidalgo com 900 reis de moradia por mês e 1 alqueire de cevada por dia paga segundo a ordenança de foro e moradia que pelo seu pai lhe pertence” O Alvará foi passado no dia 20 de junho de 1775. No mesmo dia, e nos mesmos termos, foi também feito Moço Fidalgo o seu irmão António.

No seguimento desta mercê, foi feito Escudeiro Fidalgo da Rainha “com 400 reis mais, em sua moradia, além dos 900 que já tem de moço Fidalgo”. O Alvará desta segunda mercê é de 28 de Abril de 1777.

As Mercês dos Reis traduziam-se na concessão de um título honorífico como por exemplo marquês, conde, visconde e outros títulos, para provimento em cargo público como seja nomeação de um pároco de uma freguesia, de um juiz, de um professor, etc. Também eram concedidas como um benefício ou um indulto.

No dia 13 de maio de 1809, o Príncipe Regente agraciou-o com o título de Conde de Amarante. Foi-lhe concedido pelo Príncipe Regente o título de 1º Conde de Amarante, por Alvará de 13 de maio de 1811, confirmado por carta régia de 22 de junho do mesmo ano.
A sua ação durante a Segunda Invasão Francesa mereceu-lhe o maior respeito em todo o Reino. Além desta honra, o 1º Conde de Amarante foi condecorado com a medalha de sete campanhas da Guerra Peninsular, com as medalhas britânica e espanhola por ações e batalhas nesta guerra, com os graus de grã-cruz da Ordem Militar de Cristo e de comendador honorário da Ordem Militar da Torre e Espada.

Referências: Registo Geral de Mercês, D. João VI, liv. 16, fl.68v; Registo Geral de Mercês de D. Maria I, liv. 1 (número de ordem 127), f. 37.

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