Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Incerteza, inquietação e esperança

Muitos dos nossos habituais leitores aguardarão por certo, uma palavra sobre esta pandemia que se abateu sobre todo o mundo. É verdade que, pessoalmente, não temos conhecimento científico acerca deste vírus que veio lá dos confins da China e que se está a propagar com uma velocidade alucinante, parecendo não haver meios para o travar. […]

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Muitos dos nossos habituais leitores aguardarão por certo, uma palavra sobre esta pandemia que se abateu sobre todo o mundo.

É verdade que, pessoalmente, não temos conhecimento científico acerca deste vírus que veio lá dos confins da China e que se está a propagar com uma velocidade alucinante, parecendo não haver meios para o travar. Do que se ouve e se vê, via TV, é de que está a deixar um rasto de morte que nenhum de nós terá imaginado antes. E pior, é que a ciência parece não ter antecipado este tipo de “lepra” que tanto está a assustar a humanidade, o que nos leva à primeira das três reflexões que enunciamos. 

Incerteza: neste momento não há certezas de nada. Os Governantes, quer nacionais, quer europeus, quer do resto do mundo, vão tomando medidas avulsas, tendo em vista minorar os efeitos da doença física nas pessoas, e por arresto, na economia dos respetivos países.

O nosso país, como se percebe, tendo umas finanças nacionais muito dependentes da União Europeia, vive numa grande incerteza, e as medidas que vão sendo anunciadas para apoiar quem foi obrigado a abandonar o seu trabalho, o seu emprego e as empresas que têm fechado – muito ligadas ao turismo e à restauração, podem não passar de boas intenções, como referia Marques Mendes na sua crónica semanal na TV.

Inquietação: que se vai apoderando de todos nós, em particular de quem tem ainda uma vida ativa, por não poder planear o futuro. Damos um exemplo, no domínio da Educação. Quando é que as escolas e universidades reabrirão? Como é que se vão fazer as passagens de ano?

Inquietação para empresários, empregadores e trabalhadores, seja do setor público, seja do privado. Porque a economia, como se antevê, se a pandemia estiver para durar, jamais será como era, e o pior ainda está para vir.

Esperança: É, como diz o ditado, a última a morrer. Porém, esta, tem de ser alimentada de todas as formas possíveis. Desde logo pela comunicação social, que neste domínio diga-se, tem sido inexcedível. Também a Igreja (católica) está a fazer o seu papel e, servindo-se de comunicação social, vai aconselhando e difundido a mensagem cristã de que é portadora e que os crentes vão partilhando entre si (veja-se a celebração litúrgica transmitida pela RTP Memória no dia 25 de março).

E a esperança de todos nós é que este flagelo acabe o mais rápido possível.

Nota final: Manifestamos a nossa solidariedade a todos os utentes, funcionários e dirigentes do Lar de Nossa Senhora das Dores, atingidos de uma forma imprevista por esta pandemia.

Tenham coragem!

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