Domingo, 26 de Maio de 2024
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Luís Tão
Luís Tão
Vereador do PSD na Câmara Municipal de Vila Real

Muita propaganda e bastante ilusão

Tradicionalmente o dia 1 de abril é celebrado como o Dia das Mentiras. Nesse dia, é comum as pessoas, sobretudo os mais jovens, pregarem partidas, contarem mentiras inofensivas ou fazerem brincadeiras umas com as outras.

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A origem exata do Dia das Mentiras não é certa, mas é uma tradição que remonta a séculos e tem sido celebrada em várias culturas de diferentes maneiras.

Vem esta referência a propósito daquilo que representa na política a mentira, ou, na maioria dos casos, a falsidade, o engano, ou o ilusório durante as campanhas eleitorais, mas não só.

No rescaldo das eleições legislativas de 10 de março, muito se falou sobre as causas que estiveram na origem na pesada derrota do partido socialista.

O facto de os portugueses sentirem, nos últimos anos, António Costa em permanente campanha eleitoral e experimentarem um marketing político muito agressivo, manipulador da opinião pública, que distorcia factos, exagerando nas conquistas, prometendo mais do que era possível cumprir, fazendo acreditar que as coisas estavam bem, quando na verdade as pessoas continuavam a sentir muitas dificuldades no dia a dia, no acesso à saúde, à educação, a uma habitação, entre outras necessidades, levou a que o PS fosse penalizado nas urnas.

Estas práticas manipuladoras, que procuram adulterar a realidade dos factos, podem minar a confiança dos cidadãos na classe política e no sistema democrático.

Em Vila Real também vivemos este clima de excesso de propaganda da parte do executivo socialista, que procura fazer crer à população que o desenvolvimento económico existe, que se melhorou a qualidade de vida nos últimos 10 anos, que a inclusão social é uma realidade, ou que as obras municipais decorrem a bom ritmo. Que “Vila Real Avança” …
Fazem-se notícias, publicações nas redes sociais, procurando convencer as pessoas que as coisas “estão a acontecer”. Mas depois, o que é que as pessoas veem e sentem? Quantos empregos foram criados nos últimos anos no concelho?

Quantas datas para conclusão de várias obras já foram anunciadas? A reabilitação do pavilhão desportivo da Escola Diogo Cão? Ou do aeródromo/Centro Distrital de Proteção Civil? Os elevadores no Bairro dos Ferreiros e no Pioledo? O projeto das piscinas de Codessais? Quantos ‘master plan’ este executivo socialista nos apresentou?

E o projeto do Monte da Forca? E o apoio às freguesias? Distribuem-se “migalhas”, participa-se em festas e jantaradas, espalha-se alcatrão de 4 em 4 anos, e pronto!

As pessoas começam a não apreciar esta forma de fazer política e de administrar a coisa pública com base no “faz de conta”, da propaganda fácil e do marketing político, porque as pessoas enfrentam no dia a dia problemas, dificuldades, que precisam que alguém os ajude a resolver, de forma a melhorar a sua vida e o seu bem-estar. E começam a não acreditar nas promessas enganadoras. A educação cívica e o pensamento crítico dos cidadãos têm desempenhado um papel importante no combate à disseminação de informações falsas na política. E é bom que assim seja.

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