Terça-feira, 3 de Agosto de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Nas mãos de Marcelo

Enquanto não for aprovado pela CE, o PRR, para a recuperação da nossa economia, tão massacrada pela pandemia, a Comunicação Social, e nós próprios, não deixamos este assunto

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Enquanto não for aprovado pela Comunidade Europeia – CE, o Programa de Recuperação e Resiliência – PRR, para a recuperação da nossa economia, tão massacrada pela pandemia, a Comunicação Social, e nós próprios, não deixamos este assunto.

Da comunicação social, dois títulos: “O PRR Vai Nu”, e “Marcelo Força Costa a Ajudar Empresas no Plano de Recuperação”.

Títulos que expressam a grande indefinição do Governo para aplicar os vários milhares de milhões que a Comunidade irá transferir para o nosso país, nos próximos seis ou sete anos.
Muitos de nós desconfiam que a herança da “Geringonça” ainda se mantenha, recordando que esta, no período da legislatura anterior, esqueceu praticamente a ajuda ao setor privado, com a consequência da nossa economia regredir para patamares inconcebíveis, – fomos ultrapassados por quase todos os países de leste.

As notícias da última semana, dizem-nos que o Presidente Marcelo, conhecedor das resistências do Governo, decidiu ser mais interventivo, afirmando mesmo, que esta é uma oportunidade única e que deve ser aproveitada para pôr Portugal a seguir os países, que em poucos anos nos ultrapassaram. E isso não se faz sem o reforço do setor privado.
No seu discurso de posse, a 9 de março, Marcelo deixou este recado: “queremos mais crescimento e para isso investimento, exportações e mercado interno.”

O Presidente terá presente a resistência do Serviço Nacional de Saúde – SNS, (a não ser no maior aperto da pandemia) em recorrer ao setor privado da saúde, por questão ideológica. Por isso, agora em início de um novo mandato, está a ter um papel mais ativo, exigindo equilíbrio entre dinheiros para o Estado e para as empresas, bem como com o modelo de governação, que tem de assegurar que esse dinheiro é bem gerido e rapidamente.
Desconhecemos o PRR que o Governo irá apresentar a Bruxelas. Continuamos a recear que as grandes prioridades que tínhamos para a nossa região – a ligação ferroviária desde Matosinhos a Barca de Alva e a sua continuação até Salamanca, bem como o investimento na reconversão florestal do interior norte do país, não venham a ser contemplados.

E, mais uma vez, alertamos os autarcas e os responsáveis da CCDRN – Comissão Coordenação do Desenvolvimento da Região Norte, para forçarem a integração destas ações no PRR. Caso contrário, continuará a ser Lisboa, «vide» o investimento de quase quinhentos milhões de euros na ampliação do Metropolitano, uma, infraestrutura que, sendo necessária, poderá muito bem, autofinanciar-se.
Confiemos em Marcelo!

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