Domingo, 23 de Junho de 2024
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Manuel R. Cordeiro
Manuel R. Cordeiro
Professor Catedrático aposentado da UTAD

Percurso Profissional (1)

Após terminar o curso comecei uma vida nova. Era preciso arranjar um trabalho que me permitisse tornar-me independente. Estávamos em 1975, tempo de grandes turbulências políticas. O tempo urgia e quanto mais depressa o conseguisse, melhor.

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Eu e mais 4 colegas resolvemos ir a Lisboa ver o que poderíamos arranjar. Fomos ao Ministério da Educação e Investigação Científica, estando em funções o VI Governo Provisório, sendo Primeiro Ministro, Pinheiro de Azevedo, e Ministro, Vitor Alves, ambos militares e membros do MFA – Movimento das Forças Armadas. Estivemos por lá todo o dia. Tivemos várias reuniões que, felizmente para nós, deram bons frutos pois viemos todos com a promessa de sermos colocados em Ciclos Preparatórios ou em Escolas Secundárias. O interessante é que fomos remunerados como se tivéssemos sido colocados no dia 1 de Outubro de 1975.

No meu caso fui colocado em Esmoriz, Espinho, na Escola Preparatória. Tomei posse uns dias antes do Natal e comecei a trabalhar em Janeiro de 1976, no início do 2º Período.

Estive lá 3 anos letivos, Foi uma experiência muito interessante, embora me exigisse muito esforço pois era a primeira vez que ia lecionar e logo com jovens do 1º e 2º Ano do Ciclo Preparatório.

Ao fim de três anos candidatei-me a fazer o Estágio Pedagógico no Ensino Secundário. Fui colocado na Escola Industrial de São João da Madeira onde encontrei um colega de Curso que já lá estava há 3 anos. Habituei-me facilmente. A Escola tinha muito boas condições tanto para os alunos como para os docentes, quer a nível de instalações quer de equipamentos, o que permitia fazer ensino de qualidade.

Sem dúvida que dos grandes erros que se cometeram em Portugal, no pós 25 de Abril, foi extinguir as Escolas Industriais e Comerciais. De umas e outras saíam muitos portugueses bem preparados para ir para o mercado de trabalho. Com a sua extinção criou-se um vazio que muito prejudicou as nossas empresas.

Terminado o Estágio, no ano letivo de 1979-1980, concorri para Mogadouro, a terra onde nasci e me criei, para lecionar no 2º Grupo B. Estive lá um ano letivo. No final desse ano concorri a Professor Efetivo e dado ter algum défice de concentração, que ainda hoje conservo, fui parar à Escola Secundária de Silves, no Algarve. Sendo casado, beneficiei da Lei dos Cônjuges e fui colocado na Escola Secundária de Valongo, bem perto do local onde vivia, o Porto, onde estive no ano letivo de 1980-1981. No ano seguinte, fui colocado na Escola Industrial e Comercial da Sé, em Bragança. Quando fui lá para tomar posse,19 encontrei-me, em Vila Real, com um amigo que me disse que o Instituto Politécnico de Trás-os-Montes e Alto Douro andava a contratar docentes, com destaque para os Engenheiros das várias áreas. A ideia de vir a ser Professor Universitário agradou-me imenso. Este encontro mudou o rumo da minha vida, pois ingressei no Ensino Superior.

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