Fi-lo como individual, apesar de poder tê-lo feito em representação da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro). Fui submetido a uma entrevista que me foi feita nas instalações do Forte de São Francisco Xavier, em Matosinhos, pelo Coronel António Feijó, responsável pelo curso para a Região Norte, pessoa que eu desconhecia, mas que teve grande influência no meu percurso, desde esse dia. O outro foi o Engenheiro Braga da Cruz que eu conhecia por ter sido Ministro e por ter sido responsável pela ENERNOVA, do grupo da EDP, energias renováveis.
A aprovação da minha entrada no curso teve muito a ver com a minha atividade de docente universitário e a minha atividade como rotário, no Rotary Club de Vila Real. Como professor e como rotário já tinha cooperado com Angola, Moçambique e Timor-Leste. Este facto foi muito valorizado e teve grande influência na decisão da minha entrada no curso. No final da entrevista o Eng.º Braga da Cruz disse ao Senhor Coronel: tem aqui um ótimo elemento para frequentar o curso.
Frequentar o curso foi muito cansativo pois tinha que me deslocar ao Porto pelo menos uma vez por semana para assistir às Conferências que nos eram ministradas. No entanto, isso nunca foi problema para mim. Tenho afirmado muitas vezes que fazer este curso foi das melhores decisões que tomei na minha vida. A qualidade e a diversidade das conferências a que assisti, dadas por pessoas de nível elevado, enriqueceram-me muito. Fizemos visitas de estudo, aos Açores, à Força Aérea, ao Alfeite, à GNR, etc.
A visita que mais me impressionou foi ao Quartel General da NATO. Era a primeira vez que ali entrava. Aqui confirmámos as fortes medidas de segurança a que estão submetidos os que o visitam. Também visitámos o Parlamento Europeu, que eu já conhecia. Neste assistimos a uma conferência onde interveio, entre outros, um cidadão alemão, porta-voz oficial, que falou em português e que nos disse que um porta-voz nas condições dele, tem que ter muito cuidado com o que diz e como diz. Dizer só o essencial.
Quem nos recebeu no Parlamento Europeu foi a Eurodeputada Ana Gomes, do Partido Socialista, e o eurodeputado do CDS José Ribeiro e Castro, que fizeram uma dupla que nos recebeu muito bem e nos explicou como funciona.
Após esta visita regressámos a Portugal para retomarmos a rotina das conferências semanais. O ano aproximava-se do fim e a minha convicção de que frequentar este curso foi muito importante para mim, aumentava. O curso permitiu-me ficar a conhecer melhor funcionamento das nossas instituições militares, por quem tenho um grande orgulho.
Entretanto, já tinha escolhido o TII – Trabalho de Investigação Individual a que dei o título de “Os militares portugueses em Timor-Leste no pós-independência”.
Para mim, foi um prazer enorme fazer este trabalho pois já tinha estado em Timor oito vezes na qualidade de Coordenador e Professor do Curso de Engenharia Eletrotécnica, ministrado pela FUP – Fundação das Universidades Portuguesas e da UNTL – Universidade Nacional de Timor-Leste.




