Vitor Pimentel
Vitor Pimentel
Empresário

Presidenciais 2021

No entanto, o spin político de qualquer resultado eleitoral, é sempre tema de conversa dos dias vindouros.

Desde logo, Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato vencedor à primeira volta em 2016 (52%) com o apoio do PSD e do CDS, era naturalmente e novamente o candidato apoiado oficialmente por estes dois partidos, representando  o centro e direita democrática, que venceu categoricamente com 60,7% dos votos.

Ana Gomes, representante da ala mais à esquerda do PS, não conseguiu reunir o apoio oficial do seu partido, ficando-se pelo apoio do PAN e do LIVRE e obteve 12,97% dos votos.

André Ventura, presidente do CHEGA e representante de uma direita radical, colheu o sempre  perigoso voto de protesto e atingiu os 11,9%, pelo que se requer a atenção a este perigoso fenómeno por parte dos partidos estruturantes da nossa democracia.

-PUB-

O PCP e o PEV apostaram no eurodeputado João Ferreira (4,32% dos votos) e o BE repetiu a escolha de Marisa Matias, que obteve um péssimo resultado com apenas 3,95% dos votos.

Pela primeira vez a IL apresentou candidato próprio e Tiago Mayan, com uma boa campanha atingiu os 3,22%.

A fechar, Vitorino Silva, recandidato que também não melhorou o resultado de 2016 e que desta vez se ficou pelos 2,94%.

Perante isto, foi uma estrondosa derrota da esquerda, quer do PS (que estrategicamente ficou fora de jogo, mas que na noite eleitoral veio através de Carlos César, cantar vitória) quer do PCP e BE.

Um simples exercício matemático mostra-nos que em 2016 a esquerda, com uma diversidade maior de candidaturas, conseguia 41% dos votos e que em 2021 somou apenas cerca de 21%, ou seja, não atingiu a percentagem de Sampaio da Nóvoa em 2016.

Já a direita moderada deve congratular-se com os 60,7% de Marcelo, até porque grande parte da força de  Ventura veio de bastiões comunistas onde Marcelo ganhou, mas Ventura trucidou João Ferreira e o PCP.

Não restem dúvidas, que estas eleições merecem toda a atenção de todos os partidos, sobretudo daqueles que fizeram a história democrática do nosso país, pois é no silêncio dos moderados que haverá o ruído dos fanáticos e dos extremistas e urge impedir que haja essa ascensão do Chega. 

ARTIGOS do mesmo autor

O futuro constrói-se aqui

A dura realidade

“Comprometidos com o futuro”

Um Alto Tâmega comprometido com o futuro

Assumir o fracasso

NOTÍCIAS QUE PODEM SER DO SEU INTERESSE

ARTIGOS DE OPINIÃO + LIDOS

Notícias Mais lidas