Domingo, 26 de Setembro de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

SC(M)VR, os nulos e os do costume

A decisão que o tribunal da Relação de Guimarães proferiu sobre a ação que intentei, em 12 de julho de 2018 contra o SCVR, saiu em finais de dezembro de 2020

-PUB-

A decisão que o tribunal da Relação de Guimarães proferiu sobre a ação que intentei, em 12 de julho de 2018 contra o SCVR, saiu em finais de dezembro de 2020, ambas as partes o souberam, e o que fez o réu? Nada, ficou calado, demonstrando o seu amor ao SCVR. E ele é tão forte que não querem sair de lá.

Em consonância com o meu advogado, decidimos divulgar a decisão, quando esta transitou em Julgado, já não há recurso possível e os ocupantes do Calvário são ilegítimos, o representante do réu não é presidente, pois o ato que os lá “colocou” foi declarado “nulo” pelos dois tribunais. Disse a Justiça.

Há pessoas que são capazes de desmentir e apagar a própria memória. É o caso do edil número um de Vila Real, quando escreve nas redes sociais, “que a atual autarquia nunca misturou o futebol (ou movimento associativo) com a política”, frase cómica. Em 25/5/18, numa conferência de imprensa dada no município, o edil afirmou “que a autarquia sublinha a necessidade que o ato eleitoral que vai ocorrer seja concretizado hoje…” e que “a autarquia suspenderá os apoios ao SCVR enquanto o processo eleitoral não estivesse clarificado”. Eis o edil número um, na sua forma descarada, arrogante e prepotente de estar na vida política, parecendo inspirar-se no “filósofo” Sócrates.

Numa postura ressabiada e de desnorte total, revelando ampla perturbação, o edil número um não admite o revés político e pretendia não acatar uma decisão judicial. Este desnorte não justifica que tenham fornecido cópia integral aos ilegítimos ocupantes do SCVR um documento que enviei para o município analisar e atuar nos termos da lei. O ofício tem o carimbo de entrada na autarquia no dia 8/4 e foi disponibilizado no dia seguinte nas redes sociais – Facebook do SCVR. O mesmo edil, uma vez mais, praticou um ato “impróprio” para um autarca. Sabemos que a cadeira da presidência não molda o caráter nem transmite princípios a quem a ocupa, pelo que estas “inovações administrativas”, só se explicam à luz de distúrbios provocados por decisões do Largo do Rato no que se refere à lista “renovada” candidata à autarquia, ou a de ter de ser anfitrião de diversos embaixadores da Polícia Judiciária.

Com a prática deste ato, parecem querer confirmar, com os ilegítimos do SCVR, um verdadeiro estado de impunidade de grupo, tentando de forma ressabiada, criar o espectro da desestabilização e arranjar um bode expiatório para justificar o seu insucesso. Não apreciam o facto de terem que cumprir a lei, onde ficou demonstrado que vale a pena lutar no que acreditamos, e não ter medo de eventuais ameaças vãs, porque a vida e a política sem risco, são uma chatice.

Sob este propósito cito Mark Twain, “é mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que foram enganadas”.

A integridade da instituição SCVR está garantida, rejubilo-me pelos êxitos desportivos do SCVR, congratulo-me com o apoio de muitas pessoas que de forma sincera, vieram manifestar o seu apoio ao clube e aprecio outros apoiantes que de forma menos natural o fizeram, mas que de certeza irão tornar-se sócios do SCVR .

Mais Lidas | opinião

O dia que virá depois

“A solidariedade não é facultativa”

Seminaristas confraternizam em Castro Daire

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.